JF Diório/Estadão
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Colômbia encerra contrato de concessão de rodovia com Odebrecht

Procuradoria do país suspeita que empresa pagou propina pelas obras

O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2017 | 03h53

BOGOTÁ - A Superintendência de Indústria e Comércio da Colômbia ordenou nesta quinta-feira, 16, que a Agência Nacional de Infraestrutura do país dê por encerrado o contrato de construção da rodovia Rota do Sol - Trecho 2 com a empreiteira Odebrecht. Uma nova licitação deve ser aberta nos próximos dias.

"Deve ser dado por encerrado, de maneira imediata, o contrato de concessão da Rota do Sol - Trecho 2 junto com suas modificações e adições", diz o comunicado da superintendência.

Na sexta-feira passada, o Tribunal Superior do Departamento de Cundinamarca já havia ordenado suspender provisoriamente o contrato da Odebrecht pela Rota do Sol - Trecho 2, até que fosse julgada uma ação popular interposta pela Procuradoria-Geral colombiana.

A suspensão do contrato com a Odebrecht ocorre em meio às investigações da rede de corrupção da empreiteira no país. A empresa brasileira teria pago propina para vencer a licitação da obra, que liga o centro da Colômbia à costa caribenha.

Pela suspeita de recebimento destes recursos ilícitos, estão presos o ex-vice-ministro de Transportes Gabriel García Morales, recebedor de US$ 6,5 milhões de acordo com os procuradores, e o ex-senador Otto Bula, que teria recebido propina de US$ 4,6 milhões.

A Odebrecht também é investigada pelo pagamento de propinas pela obra de navegabilidade do Rio Magdalena, o mais importante da Colômbia.

Em dezembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a Odebrecht admitiu ter pago propinas a políticos e funcionários públicos de mais de uma dezena de países. Na Colômbia, o valor dos subornos chega a US$ 11,1 milhões, recebidos entre 2009 e 2014. / EFE

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