Com inflação de 80%, Maduro aumenta salário mínimo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quinta-feira um aumento de 30% no salário mínimo para fazer frente à inflação que, garantiu, está em torno de 80%, e voltou a acusar o setor privado de travar uma guerra econômica contra seu governo.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2015 | 02h02

"Eu decidi decretar, para proteger o salário do último trimestre do ano de 2015 dos capitalistas ladrões, um aumento do salário mínimo nacional de 30%", disse Maduro em um ato de governo no Estado de Zulia, no oeste do país.

O salário mínimo mensal vigente na Venezuela era de 7.422 bolívares, equivalente a US$ 1.178 com o câmbio de 6,3 bolívares por dólar - o câmbio oficial mais baixo, utilizado nas transações do governo - ou iguais a US$ 37,11 com câmbio de 199,85 bolívares por dólar, a taxa oficial mais alta, dentro do complicado sistema de controle de divisas que vigora no país. Com o ajuste, o salário passará para 9.649 bolívares (US$ 1.531 ou US$ 48,2).

Segundo Maduro, o reajuste representa um aumento anualizado de 137% da renda mínima vital dos trabalhadores. Ainda de acordo com o presidente, dados do Banco Central da Venezuela (BCV) e do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a inflação está perto de 80%.

A informação sobre o índice de inflação foi divulgada por Maduro depois que, ao longo de todo o ano de 2015, o BCV deixou de apresentar dados mensais, tanto do índice de preços ao consumidor como da evolução do PIB.

Recurso. Ontem, a defesa do líder opositor Leopoldo López anunciou que recorreu da sentença que o condenou a quase 14 anos de prisão e afirmou que irá até o Supremo Tribunal de Justiça para tentar reverter a condenação. López esta detido em uma prisão militar de Caracas desde os protestos de fevereiro do ano passado. / EFE

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.