1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Com proximidade de eleição, Haiti vive 3º dia consecutivo de violência

- Atualizado: 20 Janeiro 2016 | 16h 26

Opositores bloquearam estrada que conecta capital a cidade litorânea e marcaram novo protesto para a tarde; missão da OEA pede que 'atores políticos envolvam-se em diálogo e negociação'

PORTO PRÍNCIPE - A oposição haitiana bloqueou nesta quarta-feira, 20, a estrada que conecta a capital, Porto Príncipe, a cidade litorânea de Miragoane, no oeste do país, em uma nova jornada de protestos contra o segundo turno das eleições presidenciais previsto para o próximo domingo.

Ainda para esta quarta está previsto em Porto Príncipe uma nova manifestação, a terceira desta semana, contra eleições que a oposição considera fraudulentas, razão pela qual pede seu adiamento.

Haitianos protestam após candidato à presidência desistir de disputar o 2º turno
AFP / HECTOR RETAMAL
Policiais haitianos tentam dispersar manifestação e desmontar barricadas durante protesto na capital Porto Príncipe

Policiais haitianos tentam dispersar manifestação e desmontar barricadas durante protesto na capital Porto Príncipe

A situação de violência deteriorou o clima eleitoral desde o início da semana quando pessoas não identificadas incendiaram vários escritórios eleitorais.

Meios de comunicação haitianos divulgaram nesta quarta-feira um vídeo da noite de terça-feira no qual se vê membros da polícia batendo com violência em dois manifestantes detidos, os quais obrigam a baixar as calças.

O vídeo provocou várias reações nas redes sociais, nas quais usuários comparam a ação com a violência empregada nas décadas de 1970 e 1980 por membros do antigo exército haitiano. O presidente do Haiti, Michel Martelly, disse na terça-feira que o segundo turno da eleição presidencial não será adiado.

Por sua vez, o Senado deve aprovar nesta quarta uma resolução na qual solicita o adiamento da votação, uma análise para a criação de uma nova comissão de verificação e a renúncia dos membros do Conselho Eleitoral Provisório (CEP).

O CEP, encarregado de organizar as eleições, trabalha atualmente com cinco de seus nove membros depois da renúncia de três deles e a suspensão de outro.

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou na terça-feira sua preocupação pelo impasse político perante o segundo turno presidencial na ilha caribenha após a renúncia do candidato opositor, Jude Celestin, e as dúvidas sobre a realização da votação.

A missão da OEA "urge a todos os atores políticos haitianos a envolver-se em diálogo e negociações para encontrar uma solução para este impasse", acrescentou a organização. / EFE

 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em InternacionalX