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Com proximidade de eleição, Haiti vive 3º dia consecutivo de violência

Opositores bloquearam estrada que conecta capital a cidade litorânea e marcaram novo protesto para a tarde; missão da OEA pede que 'atores políticos envolvam-se em diálogo e negociação'

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O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 16h01

PORTO PRÍNCIPE - A oposição haitiana bloqueou nesta quarta-feira, 20, a estrada que conecta a capital, Porto Príncipe, a cidade litorânea de Miragoane, no oeste do país, em uma nova jornada de protestos contra o segundo turno das eleições presidenciais previsto para o próximo domingo.

Ainda para esta quarta está previsto em Porto Príncipe uma nova manifestação, a terceira desta semana, contra eleições que a oposição considera fraudulentas, razão pela qual pede seu adiamento.

A situação de violência deteriorou o clima eleitoral desde o início da semana quando pessoas não identificadas incendiaram vários escritórios eleitorais.

Meios de comunicação haitianos divulgaram nesta quarta-feira um vídeo da noite de terça-feira no qual se vê membros da polícia batendo com violência em dois manifestantes detidos, os quais obrigam a baixar as calças.

O vídeo provocou várias reações nas redes sociais, nas quais usuários comparam a ação com a violência empregada nas décadas de 1970 e 1980 por membros do antigo exército haitiano. O presidente do Haiti, Michel Martelly, disse na terça-feira que o segundo turno da eleição presidencial não será adiado.

Por sua vez, o Senado deve aprovar nesta quarta uma resolução na qual solicita o adiamento da votação, uma análise para a criação de uma nova comissão de verificação e a renúncia dos membros do Conselho Eleitoral Provisório (CEP).

O CEP, encarregado de organizar as eleições, trabalha atualmente com cinco de seus nove membros depois da renúncia de três deles e a suspensão de outro.

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou na terça-feira sua preocupação pelo impasse político perante o segundo turno presidencial na ilha caribenha após a renúncia do candidato opositor, Jude Celestin, e as dúvidas sobre a realização da votação.

A missão da OEA "urge a todos os atores políticos haitianos a envolver-se em diálogo e negociações para encontrar uma solução para este impasse", acrescentou a organização. / EFE

 

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