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Comandante de facção do Taleban do Paquistão promete atacar mais escolas

Segundo Khalifa Umar Mansoor, escolas, colégios e universidades são 'celeiros' para governo e Exército recrutarem pessoas que 'agem contra a vontade de Deus' e por isso devem ser combatidas

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O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2016 | 12h29

DERA ISMAIL KHAN, PAQUISTÃO - Um alto comandante do Taleban paquistanês divulgou um vídeo nesta sexta-feira, 22, com quatro combatentes que alega terem participado do ataque desta semana a uma universidade no Paquistão e prometeu mais ações contra escolas no futuro.

O vídeo levantou novas dúvidas sobre o possível racha na já fraturada liderança do Taleban, cujo porta-voz oficial chegou a negar que o grupo estivesse por trás do ataque de quarta-feira, que deixou 21 mortos - a maioria deles, estudantes - na universidade Bacha Khan, em Charsadda.

O porta-voz do grupo Mohamed Khorasani emitiu um comunicado após o ataque negando participação, mas no mesmo dia Khalifa Umar Mansoor, o comandante de uma facção do Taleban, disse que seus combatentes haviam atingido o campus porque a universidade preparava estudantes para integrar o governo e o Exército "contra a vontade de Deus". 

Segundo Mansoor, o ataque em Charsadda foi apenas o começo. Ele prometeu que seus seguidores atingirão o "maldoso sistema democrático" do país em seus instâncias mais básicas.

"O maldoso sistema democrático do Paquistão, seus militares e suas lideranças políticas têm nessas instituições educacionais um celeiro de voluntários", disse Mansoor. "São nesses lugares onde eles recrutam seu pessoal."

O extremista foi além, e ameaçou outros centros educacionais do país: "Decidimos que escolas, colégios e universidades serão nossos alvos de agora em diante. Vamos demolir os alicerces desta sistema perverso", ameaçou Mansoor.

O vídeo também mostrou imagens dos quatro homens que teriam participado do ataque em Charsadda praticando com rifles de assalto em um local que não foi identificado. 

A autenticidade das imagens não foi confirmada de forma independente, mas trata-se de material semelhante ao de outros mensagens divulgadas anteriormente pelo grupo. / REUTERS e AP

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