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Comandante militar do Estado Islâmico é ferido após ataque dos EUA na Síria

Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que Abu Omar Shishani está em estado grave, mas ainda vivo, contradizendo autoridades americanas, que haviam reportado a sua morte

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O Estado de S. Paulo

10 Março 2016 | 10h58

BEIRUTE - O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou nesta quinta-feira, 10, que o comandante militar do Estado Islâmico está gravemente ferido, mas ainda vivo, o que parece contradizer autoridades dos EUA que disseram que ele provavelmente morreu em um ataque aéreo americano realizado no nordeste da Síria.

Na terça-feira, funcionários dos EUA disseram que Abu Omar Shishani, também conhecido como Omar, o Checheno, e descrito pelo Pentágono como o "ministro da guerra" da facção radical, foi alvejado perto da cidade síria de Al Shadadi.

A ONG detalhou que o comboio foi alvo de um ataque quando viajava pelo sul da província de Al Hasaka, mas não especificou a data.

Rami Abdulrahman, diretor do Observatório, disse que Omar ficou seriamente ferido, mas que não foi morto, e que foi levado para a base de operações do Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, para ser tratado. "Ele não morreu", afirmou Abdulrahman. O Observatório diz que obtém suas informações de todos os lados do conflito.

Nascido em 1986 na Geórgia, quando ainda era parte da União Soviética, Shishani lutou nas Forças Armadas de seu país durante a guerra com a Rússia em 2007, e tinha a reputação de ser um conselheiro militar próximo do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr Baghdadi.

Há dois dias, o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Peter Cook, apontou que Al Shishani poderia ter morrido na sexta-feira em um ataque aéreo do Exército americano, junto com outros 12 extremistas, na cidade de Al Shadadi em Al Hasaka. "É um líder provado na batalha que liderou combatentes do EI em vários enfrentamentos no Iraque e Síria", disse Cook.

No momento do ataque, Shishani havia sido ordenado a Al Shadadi para reforçar as fileiras do Estado Islâmico após derrotas estratégicas contra as forças locais que os EUA apoiam, interrompendo as operações dos jihadistas na fronteira entre Síria e Iraque, acrescentou Cook.

O Departamento do Tesouro dos EUA incluiu Shishani em sua lista de terroristas internacionais em 2014. /REUTERS e EFE

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