Kimimasa Mayama/Pool Photo via AP
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Comitê especial começa a debater abdicação do imperador do Japão

Governo japonês espera que comitê envie recomendações o mais rápido possível para poder apresentar no começo de 2017 projeto de lei específico - aplicável só no caso de Akihito - que permita ao imperador delegar o trono a seu filho Naruhito

O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2016 | 09h42

TÓQUIO - O comitê estabelecido pelo governo do Japão para estudar a abdicação do imperador Akihito começa a deliberar nesta segunda-feira, 17, opções para tramitar esta situação, que não está contida na Constituição do país. O comitê especial foi formado em setembro depois que o monarca, de 82 anos, expressou publicamente o desejo de delegar o trono a seu filho Naruhito antes de sua morte, devido a sua idade e delicada saúde. 

O que disser o grupo de especialistas pode abrir caminho para reformar o papel da Casa Imperial, instituição submetida a uma estrita legislação que não é modificada desde 1947. 

O governo quer que este comitê envie o mais breve possível uma série de recomendações para poder ativar uma legislação especial que não requeira uma emenda da Constituição, processo que atualmente é longo e complexo demais, para cumprir os desejos de Akihito.

Apesar de só a abdicação póstuma estar prevista na lei vigente de 1947, no passado metade dos 125 imperadores que ocuparam o trono do crisântemo puderam deixar o trono.

O objetivo do governo japonês é apresentar o projeto de lei específico - para aplicá-lo só no caso de Akihito - ao Parlamento no começo de 2017, para permitir a abdicação do imperador, algo que a maioria dos cidadãos parece aprovar nas pesquisas.

A saúde do imperador Akihito se viu debilitada nos últimos anos, já que se submeteu a uma operação coronária de "by-pass" em 2012 e sofreu um câncer de próstata em 2003, após o que teve osteoporose devido ao efeito do tratamento hormonal que lhe foi receitado. / EFE

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