REUTERS/Mariana Bazo
REUTERS/Mariana Bazo

Congresso peruano debaterá destituição de presidente após denúncia

Pedro Pablo Kuczynski prestou consultoria para a Odebrecht quando era ministro da Economia do ex-presidente Alejandro Toledo. 

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2017 | 13h03

LIMA - O Congresso do Peru deve discutir nesta sexta-feira, 15, se começa um processo para destituir o presidente Pedro Pablo Kuczynski, depois da revelação de que ele prestou consultoria para a Odebrecht quando era ministro da Economia do ex-presidente Alejandro Toledo

+ MP peruano aperta cerco a presidente por elo com Odebrecht

A oposição fujimorista controla o Parlamento e deu um ultimato a Kuczynski. Se ele não renunciar ao cargo, o que ele negou que faria nesta madrugada, o destituiria do cargo.  A sessão deve começar no começo da tarde e deve debater um pedido de “vacância presidencial”. 

"Compatriotas, não vou me amedrontar. Sou um homem honesto", afirmou Kuczynski sobre o ultimato.  Em um pronunciamento transmitido pela TV na noite desta quarta-feira, 14, o líder peruano afirmou que não tinha envolvimento com a Westfield Capital no período em que a consultoria recebeu o valor da empresa brasileira.

 Kuczynski estava rodeado por seus ministros durante o pronunciamento e afirmou ainda que a corrupção no país é sistêmica, mas que vai defender sua honra.

Kuczynski afirmou que vai pedir às autoridades judiciais do Peru a quebra do próprio sigilo bancário. "Peço o levantamento do meu sigilo bancário para que se revisem tudo o que queiram e assumo todas as responsabilidades dos meus atos", disse.

 O governante garantiu que vai enfrentar a situação e não se esquivará nem se ocultará diantes das acusações, porque, segundo ele, não tem "nenhum motivo para fazer isso". "Não vou renunciar, nem à minha honra nem aos meus valores, nem às responsabilidades como presidente de todos os peruanos", declarou. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.