AP Photo/Susan Walsh
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Conselheiro de segurança de Trump pressiona Rússia a repensar apoio à Síria

Representante dos EUA cobrou que governo de Vladimir Putin explique se sabia ou não do ataque químico na Síria

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 05h32
Atualizado 10 Abril 2017 | 11h10

WASHINGTON - O conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, H.R. McMaster, está pressionando a Rússia a reavaliar o apoio declarado ao presidente sírio Bashar Assad. Em entrevista à rede de TV americana Fox News no domingo, 9, o funcionário da Casa Branca deixou em aberto a possibilidade de uma nova ação militar contra a Síria.

McMaster ressaltou que os Estados Unidos têm dois focos na operação: combater o Estado Islâmico (EI) e tirar Assad do poder. Ele afirmou que a Rússia vai ter de decidir se continua respaldando um “regime assassino”, enquanto Trump avalia os próximos passos após o bombardeio a uma base síria na semana passada.

O conselheiro de segurança também cobrou que a Rússia seja questionada por supostamente não saber que a aliada Síria estava planejando um ataque com armas químicas, já que o país tinha consultores em território sírio. 

O governo de Vladimir Putin alega que o regime de Assad não lançou gás tóxico durante os ataques aéreos na província de Idlib, e sim atingiu um depósito de material tóxico que seria usado pelos rebeldes.

"Não estamos dizendo que seremos nós o que efetivarão a mudança. O que estamos dizendo é que outros países devem se perguntar algumas questões difíceis. A Rússia deve se perguntar o motivo de apoiar este regime assassino que tem cometido assassinatos em massa da sua própria população", disse McMaster. / AP

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