Ryan M. Kelly/The Daily Progress via AP)
Ryan M. Kelly/The Daily Progress via AP)

Conselheiro de segurança dos EUA vê terrorismo em atropelamento na Virgínia

Homem avançou com carro sobre manifestantes, que protestavam contra marcha pela supremacia branca; uma pessoa morreu e pelo menos 19 ficaram feridas durante ato

AP

13 Agosto 2017 | 12h32

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, H.R. McMaster, disse que a violência em Charlottesville, Virginia, pode ser definida como "terrorismo". Ele disse ao programa "This week", do canal ABC, que sempre que se promove um ataque contra pessoas para incitar o medo, é terrorismo.

H.R. McMaster disse que foi um ato criminoso contra os americanos. "Ato criminoso que pode ter sido motivado - e veremos o que está acontecendo na investigação - por ódio e fanatismo, que, como mencionei, temos que extinguir da nossa nação". 

Três pessoas morreram e 34 ficaram feridas no fim de um dia de caos e confrontos neste sábado, 12, em Charlottesville, na Virgínia, durante a maior manifestação de defensores da supremacia branca da história recente do EUA. 

Uma das mortes ocorreu quando um motorista avançou com seu carro contra uma multidão que protestava contra a marcha e o racismo. Analistas e veículos de imprensa americanos classificaram o atropelamento como "ato de terrorismo doméstico".

Autoridades locais investigavam ainda duas mortes de policiais que estavam em um helicóptero que caiu perto de Charlottesville. Apesar de ligarem essas duas mortes aos protestos, as autoridades não deixaram claro como os dois fatos estavam conectados. 

A Polícia da Virgínia confirmou que o helicóptero pertencia à corporação e os mortos nesse acidente eram os policiais Jay Cullen e Burke M.M. Bates, que davam apoio aos agentes em solo. 

Em resposta ao ataque, Califórnia e Los Angeles registraram manifestações pacíficas contra nacionalistas. Em Oakland, Califórnia, uma rodovia chegou a ser bloqueada.

O presidente Donald Trump culpou "vários lados" pela violência em Charlottesville e afirmou que a questão vem de longa data. "Nós condenamos, nos termos mais fortes possíveis, esta exibição flagrante de ódio, fanatismo e violência de muitos lados, de muitos lados", disse. "Tem acontecido há um longo tempo em nosso País. Não é Donald Trump. Não é Barack Obama. Está acontecendo por um longo, longo período."

A fala gerou reações de políticos, que criticaram o tom ambíguo do presidente. Democratas e republicanos pediram que Trump denunciasse a supremacia branca e o ódio racial nominalmente. Já o vice-presidente Mike Pence apoiou o discurso e um site da supremacia branca elogiou os comentários.

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