Korean Central News Agency/Korea News Service via AP
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Conselho de Segurança da ONU votará novas sanções contra Coreia do Norte

Após o sexto teste nuclear realizado por Pyongyang, Washington pediu a intensificação das ações internacionais contra o regime de Kim Jong-un; decisão desencadeou ameaças aos EUA por parte dos norte-coreanos

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2017 | 12h48

SEUL - O Conselho de Segurança da ONU votará nesta segunda-feira, 11, uma série de novas sanções contra a Coreia do Norte por iniciativa de Washington, que suavizou as demandas iniciais para buscar o apoio de Moscou e Pequim.

Depois que Pyongyang realizou o sexto e mais potente teste nuclear no início do mês, os EUA pediram a intensificação das ações internacionais contra o regime norte-coreano. A votação no Conselho de Segurança da ONU acontecerá às 19h00 (em Brasília), anunciou o presidente do organismo.

O projeto de resolução original pedia um rígido embargo do petróleo e o congelamento dos bens do líder norte-coreano Kim Jong-un. Mas o documento foi suavizado após vários dias de duras negociações com Rússia e China. Agora, a resolução estabelece um embargo "progressivo" sobre o petróleo destinado à Coreia do Norte, ao invés de um embargo total e imediato, segundo uma versão que circulava no domingo à noite.

Diante da oposição da Rússia e da China, o governo americano também aceitou não congelar os bens de Kim, e suavizou sua posição sobre os trabalhadores norte-coreanos expatriados e a inspeção à força dos navios suspeitos de transportar cargas proibidas pelas resoluções da ONU. A proibição a todos os membros das Nações Unidas de importar produtos têxteis norte-coreanos, no entanto, permanece no texto.

Ameaça

A Coreia do Norte advertiu que os EUA pagarão “devido preço” por liderar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o mais recente teste nuclear norte-coreano. Um porta-voz do Ministério norte-coreano de Relações Exteriores disse que os americanos estão “frenéticos” para manipular o Conselho de Segurança com relação ao teste nuclear de Pyongyang, que disse fazer parte de “medidas legítimas de autodefesa”.

“Caso os EUA por fim estabeleçam a ilegal e ilegítima ‘resolução’ de sanções mais fortes, a Coreia do Norte garantirá com certeza absoluta que os EUA paguem o devido preço”, disse o porta-voz, em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

“O mundo verá como Pyongyang domará os bandidos americanos tomando uma série de ações mais duras do que eles jamais imaginaram”, acrescentou o porta-voz, cujo nome não foi revelado.

Radiação

A China informou que os níveis de radiação na área de fronteira com a Coreia do Norte não apresentam "nenhuma anormalidade", uma semana depois do teste nuclear de Pyongyang. O ministério do Meio Ambiente chinês anunciou no domingo o fim dos "controles de emergência" do nível de radiação na fronteira com o país.

As medições começaram no dia 3 de setembro, pouco depois do teste nuclear, que provocou um violento tremor, sentido na região de fronteira do nordeste da China.

"Uma avaliação completa permite concluir que o teste nuclear norte-coreano não provocou nenhum impacto ao meio ambiente na China", afirma o Ministério em um comunicado. "Depois de oito dias de controle contínuo, não se registrou nenhum resultado anormal", completa a nota.

Mais de mil amostras de água, sedimentos, ar e iodo foram analisados pelas estações de controle nas Províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning (nordeste), assim como em Shandong (leste).

As autoridades russas informaram após o teste que os níveis de radiação no extremo oriente do país estavam na "margem normal" e não foram registrados picos de radiação. / AFP e REUTERS

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