Foto: AFP PHOTO|KCNA VIA KNS
Foto: AFP PHOTO|KCNA VIA KNS

ONU corta em 90% combustível vendido à Coreia do Norte

País poderá importar apenas 500 mil barris de gasolina e 4 milhões de barris de petróleo por ano, segundo sanções aprovadas no Conselho de Segurança

O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2017 | 16h48
Atualizado 22 Dezembro 2017 | 21h01

NOVA YORK -  O Conselho de Segurança da ONU aprovou por 15 votos a 0 a imposição de novas sanções à Coreia do Norte em retaliação aos últimos testes com mísseis balísticos do país, com projéteis que, em teoria, podem atingir todos os continentes do planeta com exceção da América do Sul.

A moção teve apoio da China, principal aliado de Pyongyang na comunidade internacional, e implicará o corte de 90% do combustível exportado para o país. Além disso, norte-coreanos que trabalham no exterior e fazem remessas para o país terão de voltar para Pyongyang en dois anos. 

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Com isso, a Coreia do Norte terá um limite de apenas 500 mil barris de combustível por ano para importar – a China é o principal cliente. O texto original da resolução proposta pelos Estados Unidos também propõe limitar o envio de petróleo da China à Coreia do Norte a 4 milhões de barris por ano

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, disse depois da votação que o resultado mostra a união do Conselho de Segurança para lidar com o impasse nuclear norte-coreano. 

“A proibição do petróleo seria devastadora para a indústria de transporte de bens da Coreia do Norte, para os norte-coreanos que usam geradores em casa ou para atividades produtivas e paraestatais que fazem o mesmo”, disse Peter Ward, colunista do NK News , um site que monitora a Coreia do Norte. 

As tensões na Península Coreana aumentaram este ano, em meio a um embate verbal entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano. Pyongyang ampliou seu programa balístico e nuclear, com diversos testes e avanços tecnológicos que preocuparam a comunidade internacional.

Trump ameaçou usar a força, mas nos últimos meses a diplomacia americana tem negociado a adoção de sanções com a China e a Rússia – as últimas foram aprovadas em agosto e setembro.

Em novembro, a Coreia do Norte pediu uma pausa do que chamou de “sanções brutais”, dizendo que uma rodada anterior imposta após seu sexto e mais poderoso teste nuclear, em 3 de setembro, constituía genocídio.

Diplomatas dos EUA deixaram claro que estão buscando uma solução diplomática, mas propuseram novas e mais intensas sanções para ampliar a pressão sobre o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano qualificou a estratégia de segurança nacional recém-divulgada pelo presidente Donald Trump de uma tentativa de “sufocar nosso país e transformar a Península Coreana em um posto avançado de Washington”. /AP e REUTERS​

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