AFP PHOTO/MANDEL NGAN
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Consumo de maconha entre adultos duplica na última década nos EUA

Segundo estudo do Instituto Nacional de Saúde, 9,5% dos americanos usa a droga; no período de 2001 a 2002, eram 4,1%

O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 09h40

WASHINGTON - O consumo de maconha entre adultos nos Estados Unidos duplicou na última década, de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira, 21, pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) na revista da Associação Médica Americana de Psiquiatria.

A pesquisa afirma que 9,5% dos americanos usa maconha. O número representa mais do que o dobro registrado no período de 2001 a 2002, que era de 4,1%, conforme o órgão.

"Com base nos resultados de nossos levantamentos, o uso de maconha nos EUA aumentou rapidamente na década passada, com cerca de três em cada dez pessoas que utilizam maconha ao ponto de ser considerada como dependente", indicou George Koob, diretor do Instituto Nacional de Alcoolismo (NIAAA, na sigla em inglês), entidade que elaborou o relatório em conjunto com o NIH.

A pesquisa inclui entrevistas a 79 mil pessoas sobre consumo de álcool, drogas e condições psiquiátricas relacionadas nos períodos de 2001-2002 e 2012-2013.

"Dado esse aumento, é importante que a comunidade científica forneça ao público informações sobre os perigos potenciais da maconha", indicou o documentou.

Os adultos jovens, com idades entre 18 e 29 anos, foi o grupo que registrou o maior aumento no consumo de maconha, passando de 10,5% para 21,2% no período.

Além disso, o estudo determinou que 30% das pessoas que usaram a substância no ano passado sofrem do que os analistas identificam como uma "desordem do uso de maconha", que consiste em um maior consumo da droga por um maior período de tempo, fazendo com que elas se tornem incapazes de cumprir com suas obrigações tanto nos estudos, como no trabalho e com suas famílias.

Atualmente, 23 Estados contam com leis que permitem o consumo de maconha com fins medicinais. Outros quatro, além do Distrito de Columbia, legalizaram o uso da droga para fins recreativos. / EFE

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