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KCNA/AFP

Coreia do Norte dispara novos mísseis balísticos de curto alcance

De acordo com informações dos EUA e da Coreia do Sul, dois projéteis foram lançados em direção ao Mar do Leste, percorreram cerca de 500 quilômetros e cairam em frente ao porto de Wonsan

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O Estado de S. Paulo

10 Março 2016 | 09h12

SEUL - A Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira, 10, dois mísseis de curto alcance do litoral leste do país, segundo informou o Ministério da Defesa de Seul, depois que a Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciaram suas maiores manobras militares conjuntas na região nesta semana.

O exército norte-coreano lançou os dois mísseis em direção ao Mar do Leste (Mar do Japão) por volta das 5h20 locais (19h20 em Brasília da quarta-feira) da cidade de Wonsan, no sudeste do país, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

Os projéteis percorreram uma distância de 500 quilômetros até cair no mar em frente à Wonsan, confirmou um porta-voz do Ministério da Defesa. Essa mesma fonte indicou que o míssil poderia ser do tipo Scud e que esta seria a primeira vez que Pyongyang realiza o lançamento desse tipo de projétil em 2016.

Os testes com mísseis de curto alcance são relativamente frequentes na Coreia do Norte de Kim Jong-Un, um regime cada vez mais isolado internacionalmente por causa de seu arsenal nuclear. "O exército está acompanhando muito de perto a situação e está preparado para fazer frente a qualquer provocação da Coreia do Norte", disse o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

Uma fonte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por sua vez, relatou à agência sul-coreana "Yonhap" que o Pentágono também "está acompanhando atentamente a situação".

Na semana passada, Pyongyang já tinha disparado seis projéteis de curto alcance na direção de sua costa oriental como reação a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que intensificou as sanções internacionais contra o regime de Kim.

Na segunda-feira, Estados Unidos e Coreia do Sul começaram suas manobras conjuntas anuais, as maiores até o momento, que até o fim de abril envolverão mais de 300 mil soldados sul-coreanos e 15 mil americanos.

A Coreia do Norte considera uma provocação esses exercícios, que se desenvolvem em território sul-coreano. Nesse sentido, um representante do governo sul-coreano indicou em entrevista coletiva que o lançamento de mísseis por parte do regime liderado por Kim Jong-un "poderia estar relacionado com a situação atual".

Ditadura. Na quarta-feira, a diplomacia americana qualificou o líder norte-coreano de "jovem ditador" e o acusou de "violações" contínuas ao direito internacional.

"Este jovem ditador continua violando suas obrigações internacionais, continua ignorando as necessidades do seu povo e aumentando as tensões na península" coreana, destacou o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby.

A reação americana ocorreu depois de Kim Jong-Un afirmar que seus cientistas tinham conseguido miniaturizar ogivas nucleares que podem ser instaladas em mísseis balísticos.

"Mais uma vez estamos confrontados com uma retórica de declarações de provocação de Pyongyang", disse Kirby, reafirmando que os Estados Unidos "leva muito a sério" as ameaças norte-coreanas de ataques nucleares. 

A Península da Coreia vive um momento de forte tensão depois que Pyongyang realizou em 6 de janeiro seu quarto teste nuclear subterrâneo e lançou em 7 de fevereiro um satélite a bordo de um foguete, o que foi respondido com duras sanções pelo Conselho de Segurança da ONU. / EFE e AFP

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