Yonhap via AP
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Coreia do Norte reabre canal de comunicação de fronteira com Seul

Segundo funcionário do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, conversa durou 20 minutos; líder norte-coreano saudou o apoio de seu vizinho a sua oferta de paz

O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2018 | 04h03
Atualizado 03 Janeiro 2018 | 08h34

SEUL - A Coreia do Norte reabriu nesta quarta-feira, 3, uma linha de comunicação de fronteira com a Coreia do Sul que estava fechada há muito tempo, horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, aparentemente ironizar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ao dizer que tem um botão nuclear "maior e mais poderoso" que o dele.

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"A conversa telefônica durou 20 minutos", declarou um funcionário do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, sem mais detalhes.

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A decisão de Pyongyang de abrir a linha telefônica de fronteira surgiu um dia depois que a Coreia do Sul propôs conversas de alto nível com o vizinho do Norte, em meio a um tenso impasse sobre os programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.

A proposta veio após o pronunciamento de ano-novo de Kim, no qual ele disse que estava aberto a conversar com Seul e iria considerar o envio de uma delegação para as Olimpíadas de Inverno, que serão realizadas do outro lado da fronteira, em Pyeongchang, em fevereiro.

Kim ordenou a reabertura da linha de comunicação no vilarejo de trégua de Panmunjom às 4h30 (em Brasília) desta quarta-feira, quando agentes sul-coreanos receberam uma ligação da Coreia do Norte na fronteira, informou o Ministério de Unificação da Coreia do Sul em um comunicado.

Kim celebrou a atitude do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, depois que ele apoiou sua oferta para melhorar as relações intercoreanas, informou Ri Son-gwon, chefe do Comitê Norte-Coreano para a Reunificação da Coreia, à emissora estatal norte-coreana.

No entanto, Ri não deixou claro se a Coreia do Norte aceitará ou não a oferta de manter uma reunião de alto nível na terça-feira, dia 9, ou se as conversas se limitarão à linha de comunicação telefônica instalada na fronteira, que está sem operar há quase dois anos e era o único canal entre as duas nações. / REUTERS, AFP e EFE

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