Coreia do Sul retoma ''guerra psicológica''

Seis anos depois de abandonar a tática dos anos da Guerra Fria, a Coreia do Sul anunciou ontem que retomará a "guerra psicológica" contra a Coreia do Norte, com a utilização de alto-falantes na fronteira entre os dois países para a transmissão de propaganda contra o regime comandado por Kim Jong-il.

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2010 | 00h00

Pyongyang reagiu à decisão com a ameaça de usar artilharia para destruir qualquer aparelho que divulgue slogans contra seu governo. Apesar de ser chamada de Zona Desmilitarizada, a fronteira entre as duas Coreias possui um dos maiores arsenais de minas terrestres do mundo. Os dois países são divididos por uma faixa de quatro quilômetros de largura - dois de cada lado -, que percorre os 241 quilômetros de fronteira que os separaram.

Em Panmunjom, onde foi assinado o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, em 1953, soldados dos dois países ficam frente a frente, em um forte símbolo da hostilidade que divide a península. O uso de alto-falantes na guerra ideológica entre Norte e Sul foi abandonado em razão de acordo assinado por ambos os lados em 2004, no âmbito da política de aproximação promovida por Seul.

A retomada da "guerra psicológica" incluirá ainda a colocação de painéis com slogans ao longo da fronteira e a distribuição de panfletos por balões. / C. T.

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