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Correa vê novo 'Plano Condor' contra esquerda sul-americana

Segundo presidente, os protestos contra Dilma Rousseff, no Brasil, Nicolás Maduro, na Venezuela, e ele próprio, no Equador, são evidências de um movimento politicamente coordenado

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O Estado de S. Paulo

18 Março 2016 | 16h52

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse  nesta sexta-feira, 18, que há em curso uma reedição do Plano Condor na América Latina, desta vez destinado a derrubar governos de esquerda na região. Segundo o líder equatoriano, os protestos contra a presidente Dilma Rousseff, no Brasil, Nicolás Maduro, na Venezuela, e ele próprio, em Quito, são evidências de um movimento politicamente coordenado. 

"Vocês acham que é coincidência? É um novo Plano Condor (aliança entre as ditaduras militares sul-americanas nos anos 70 para prender militantes de esquerda)", disse Correa em entrevista à TV Pública equatoriana. "As ditaduras militares não são mais necessárias. Precisam de juízes submissos e de uma imprensa corrupta, que inclusive publica conversas privadas, o que é absolutamente ilegal."

O presidente ainda disse que as derrotas eleitorais da presidente Cristina Kirchner, na Argentina, e de Evo Morales, no referendo constitucional na Bolívia, fazem parte do suposto complô. 

"É muito grave o que está acontecendo no Brasil. Querem romper a ordem constitucional e derrubar uma presidente eleita democraticamente", acrescentou o presidente. " É a judicialização da política. Um juiz não  tem a legitimidade democráica para derrubar um governo. 

O Plano Condor consistiu numa aliança nos anos 70 entre as ditaduras militares do Cone Sul ( Chile, Argentina, Uruguai e Brasil), que colaboraram entre si para caçar militantes de esquerda exilados nos países vizinhos. / AFP

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