Corte do Paquistão acusa 7 por atentados em Mumbai

Uma corte do Paquistão acusou hoje sete pessoas pelos ataques em Mumbai que mataram, há um ano, 166 pessoas, segundo um advogado de defesa. Os homens foram acusados pela corte antiterrorismo em uma prisão de segurança máxima na cidade de Rawalpindi, às vésperas do primeiro ano de um dos piores ataques militantes da Índia, que piorou dramaticamente as relações entre os dois vizinhos.

AE-AP, Agencia Estado

25 Novembro 2009 | 14h56

Foram as primeiras acusações oficiais no caso. Os sete suspeitos afirmam ser inocentes. Entre eles está o suposto mentor do ataque, Zakiur Rehman Lakhvi, e um suposto membro do grupo militante Lashkar-e-Taiba, Zarar Shah. Caso condenados, os réus podem pegar até a pena de morte. "Todos os sete foram acusados, incluindo Lakhvi", revelou o advogado Shahbaz Rajput. De acordo com Rajput, eles foram também indiciados no âmbito de uma lei antiterrorismo do país. A Índia e os Estados Unidos culparam pela violência o proscrito grupo militante paquistanês Lashkar-e-Taiba.

Os ataques atrapalharam o já frágil processo de paz de quatro anos entre os dois rivais do sul da Ásia, ambos com armas nucleares. Em Washington para uma visita de Estado, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pediu ao mundo que pressione o Paquistão a combater os extremistas. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse acreditar em avanços de Islamabad no combate ao extremismo. Uma nação muçulmana, o Paquistão realiza ofensivas contra militantes do Taleban no noroeste do país e, historicamente, financia grupos contrário à Índia.

''Agências oficiais''

As acusações, hoje, ocorrem uma semana após a Índia entregar mais informações ao Paquistão sobre os ataques. O governo indiano denunciou a participação de "agências oficiais" do Paquistão no caso, o que Islamabad nega. As agências de segurança paquistanesas têm um longo histórico de suposto apoio a grupos militantes, usados como fantoches contra a Índia, na região da Caxemira.

O advogado disse que a próxima audiência no caso será no dia 5 de dezembro. Nova Délhi pressiona para que o Paquistão trabalhe rápido no caso. A Índia capturou apenas um agressor que sobreviveu aos ataques entre os dias 26 e 29 de novembro. O nome dele é Ajmal Kasab, que também pode ser condenado à morte. O Paquistão e a Índia se tornaram independentes do Reino Unido e se dividiram em 1947. Desde então, travaram três guerras. Com informações da Dow Jones.

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