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J Pat Carter/AFP

Cruz defende mudança no sistema migratório dos EUA para ‘proteger’ os americanos

Senador pelo Texas afirmou durante debate republicano que o país está sendo prejudicado pelo comércio internacional, e que este é positivo quando ‘negociado adequadamente’

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O Estado de S. Paulo

11 Março 2016 | 09h16

MIAMI - O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA e senador pelo Texas, Ted Cruz, defendeu na quinta-feira uma "redefinição" do sistema migratório americano para "proteger" os trabalhos dos cidadãos americanos e garantiu que o país está sendo "prejudicado" pelo comércio internacional.

Durante o 12º debate republicano no período de primárias, realizado em Miami, o senador insistiu que "o comércio e a imigração estão entrelaçados e estão prejudicando os trabalhadores" dos EUA.

Cruz se opôs abertamente aos tratados de livre-comércio ao longo dos anos em sua cadeira no Senado, mas desta vez comentou que o comércio internacional é positivo para o país sempre que "for negociado adequadamente".

Quanto à imigração, Cruz - segundo colocado em número de vitórias no período de primárias, atrás do magnata Donald Trump - reiterou que se chegar à Casa Branca "triplicará" os efetivos de patrulhamento na fronteira, concluirá um muro na divisa com o México, e acabará com as conhecidas "cidades santuário", localidades com políticas de não perseguição aos imigrantes ilegais.

Apesar de sua oposição à imigração ilegal, Cruz não perdeu a oportunidade de citar sua origem cubana na Flórida, Estado mais próximo da ilha e onde reside a maioria dos exilados cubanos nos EUA.

O senador reivindicou suas origens frente às do também cubano Marco Rubio, senador pela Flórida e favorito entre o eleitorado do Estado, onde as primárias acontecerão no dia 15.

Rubio, por sua vez, defendeu os benefícios de alguns dos tratados de livre-comércio que já foram assinados pelos EUA, e citou como exemplo o acordo firmado com a Colômbia, que, segundo ele, foi muito positivo para seu Estado.

No entanto, ele considerou que é caro demais exportar bens de outros países, e disse que é necessário acabar com as brechas legais que permitem às empresas americanas contratar imigrantes para postos de trabalho que poderiam ser ocupados por cidadãos nacionais.

Trump, que defendeu suas credenciais como empresário para falar do assunto, disse ser o melhor preparado para discutir o tema em razão de sua experiência, e argumentou que as leis atuais são ruins "tanto para os trabalhadores como para os empresários".

Os republicanos, que até então haviam protagonizado debates duros e agressivos, carregados de insultos, diminuíram o tom na noite de quinta-feira, com discussões mais sóbrias e livres de ataques. /EFE

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