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Cruz pede apoio para apoiadores de Rubio e diz que campanha agora é duelo com Trump

Senador pelo Texas elogiou Marco Rubio e sua ‘forte e positiva’ campanha que ‘inspirou muitas pessoas em todo o país’, e garantiu que ‘ninguém mais tem a capacidade matemática’ de vencer Donald Trump

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O Estado de S. Paulo

16 Março 2016 | 08h19

WASHINGTON - O senador pelo Texas e pré-candidato à presidência dos EUA, Ted Cruz, pediu na terça-feira o apoio dos simpatizantes de Marco Rubio, que anunciou sua saída das primárias republicanas, e afirmou que a campanha agora é um duelo entre ele e o magnata Donald Trump.

"A partir de amanhã (quarta-feira), cada republicano tem uma escolha clara, apenas duas campanhas têm um caminho plausível rumo à indicação", disse Cruz em discurso em Houston, no Texas, antes de conhecer os resultados da primária do Missouri, na qual manteve uma disputa apertada com Trump.

Cruz também não poupou elogios ao seu "amigo e colega" Marco Rubio e sua "forte e positiva" campanha que "inspirou muitas pessoas em todo o país", após a saída do senador, que acabou derrotado por Trump na primária republicana da Flórida.

"Recebemos vocês de braços abertos", disse Cruz aos simpatizantes de Rubio, com a esperança de que todos os votos contra Trump se aglutinem agora em torno dele.

"Ninguém mais tem a capacidade matemática (de vencer a Trump), só uma campanha venceu Donald Trump várias vezes ao longo do país, do Alasca até o Maine", destacou o senador texano.

Cruz acabou ignorando em seu discurso o governador de Ohio, John Kasich, um dos protagonistas da noite depois que conquistou a vitória em seu Estado, impedindo que Trump conseguisse os 66 delegados que seriam cruciais em seu caminho para a indicação.

A esperança do establishment do Partido Republicano não é que Kasich faça algo matematicamente impossível, como vencer Trump, já que os mil delegados que ainda estão em jogo não são suficientes para que o governador alcance a maioria necessária. O que o grupo pretende, assim como Kasich, é evitar que o empresáio obtenha a maioria e, portanto, seja o candidato escolhido em votação livre dos delegados durante a Convenção Nacional do partido.

Esse cenário, que não acontece desde 1976, é cada vez mais plausível, já que ninguém tem uma maioria clara. Com isso, os delegados votariam livremente e, inclusive, outro candidato que não tenha participado das primárias poderia se apresentar para concorrer à indicação do partido.

Cruz prefere vencer Trump antes da Convenção Nacional Republicana de julho, consciente de que não conta com o apoio do núcleo tradicional do partido, que poderia apresentar um novo candidato nessa reunião.

O senador Ted Cruz desenvolveu sua carreira política como um ferrenho opositor do establishment republicano e tem forte ligação com o movimento ultraconservador chamado Tea Party. Assim, é muito difícil que a elite do partido o apoie em um confronto com Trump.

Cruz não ganhou em nenhum Estado na terça-feira, já que Trump se impôs na Carolina do Norte, Flórida e Illionis e Kasich em Ohio. O bilionário nova-iorquino lidera a contagem geral de delegados com 619, contra 394 de Cruz e 136 de Kasich.

Nesta terceira Superterça ocorreram prévias nos Estados de Carolina do Norte, Missouri, Illinois, Flórida e Ohio, com 367 delegados em jogo para os republicanos e 691 para os democratas, dos 1.237 e 2.383 necessários, respectivamente, para garantir a indicação para a disputa presidencial. /EFE

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