Cruz Vermelha duvida de antraz do Afeganistão

A Cruz Vermelha Internacional informou neste domingo ser "improvável", mas não impossível, que um laboratório no Afeganistão onde era produzida vacina contra o antraz pudesse ser adaptado para criar uma cepa mortal do vírus. "Não posso dizer que isto é impossível, porque simplesmente não sabemos o que é impossível", disse Kim Gordon-Bates, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. "Estamos preocupados, mas não estamos aflitos sem necessidade." Gordon-Bates disse que a Cruz Vermelha não tem nenhuma informação referente ao que aconteceu com o laboratório desde que uma equipe da agência humanitária deixou o Afeganistão, em 16 de setembro, cinco dias após os ataques terroristas contra os Estados Unidos. Confirmando uma reportagem do semanário francês Journal du Dimanche, Gordon-Bates contou que o laboratório foi criado em 1997 em Cabul, capital do Afeganistão, para desenvolver uma vacina para tratar animais contaminados por antraz. O local foi desenvolvido pela Cruz Vermelha Internacional, mas sua administração ficava a cargo do Ministério da Agricultura do Afeganistão. De acordo com ele, os cientistas utilizavam uma cepa conhecida como 34F2 Sterne, incapaz de causar problemas em seres humanos. Leia o especial

Agencia Estado,

14 Outubro 2001 | 16h52

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