Cuba deve fazer concessões a presos políticos

A Igreja Católica cubana e a oposição esperam com reservas que o governo inicie a transferência de presos políticos para detenções mais próximas de suas famílias e dos mais doentes para hospitais. Se concretizadas, as medidas serão um primeiro passo do processo de libertação dos detentos e deve aliviar as críticas internacionais sobre a questão dos direitos humanos na ilha.

AFP e REUTERS / HAVANA, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2010 | 00h00

O regime ainda não se manifestou oficialmente sobre a medida, que teria sido acertada durante uma reunião, na semana passada, entre o presidente Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega. "Esperamos que ocorra nos próximos dias, de forma gradual", afirmou o porta-voz da Conferência de Bispos Católicos de Cuba, José Félix Pérez.

A dissidência estima que 17 opositores estão presos em lugares distantes de suas residências e 25 estariam doentes. O governo foi criticado pela morte do preso político em greve de fome Orlando Zapata em janeiro. Se os presos mais doentes forem libertados, o opositor Guillermo Fariñas pode encerrar sua greve de fome, que ontem completou 90 dias.

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