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Cuba diz que reformas econômicas devem ser graduais

AE - Agência Estado

06 Julho 2014 | 08h 25

O presidente de Cuba, Raúl Castro, reiterou neste sábado que o programa de reformas implementado por seu governo continua cauteloso e gradual, apesar do crescimento econômico decepcionante nos últimos meses, que mostra uma desaceleração da atividade. Em seu discurso semestral ao Parlamento, ele comentou que as reformas "são de grande complexidade, mas estão avançando no ritmo necessário".

"Esse processo, para ser bem-sucedido, precisa ser conduzido com o gradualismo apropriado e acompanhando de um controle permanente das diferentes estruturas do governo, em todos os níveis", comentou Castro. "O gradualismo não é um capricho, muito menos um desejo de atrasar as mudanças que estamos promovendo. Pelo contrário. Trata-se da necessidade de garantir a ordem e evitar lapsos que nos levariam diretamente para erros que distorcem os objetivos propostos", acrescentou.

Jornalistas estrangeiros não puderam participar da sessão do Parlamento, realizada em um centro de convenções no oeste de Havana. O discurso de Castro foi transmitido posteriormente pela emissora estatal de televisão.

Enquanto isso, o vice-presidente cubano, Marino Murillo, que é visto como um dos principais promotores das reformas econômicas do atual governo, disse que o incipiente projeto de eliminar o sistema cambial de duas cotações está avançando. Ele alertou os cidadãos, no entanto, que essa mudança não vai elevar o poder de compra. "Para isso acontecer, nós temos de produzir mais", explicou.

No fim do mês passado o Ministério de Economia de Cuba reduziu a projeção oficial de crescimento para este ano a 1,4%, de uma estimativa anterior de 2,2%, e após a expansão de 2,7% registrada no ano passado.

Castro e outras autoridades do governo têm dito que as reformas não são uma forma de adotar o capitalismo na ilha, mas sim uma modernização do modelo socialista de Cuba, para sobreviver na economia global do século 21. Recentemente, o país descentralizou empresas estatais, legalizou a venda de moradias e automóveis e permitiu que centenas de milhares de pessoas abrissem pequenos negócios no setor privado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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