Cubano acusado de terrorismo pega prisão perpétua nos EUA

Harlem Suárez foi condenado por planejar detonar uma bomba na Flórida e fornecer apoio ao Estado Islâmico

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2017 | 21h12

O cubano Harlem Suárez, considerado culpado de tentar detonar uma bomba em uma praia da Flórida e de fornecer materiais de apoio ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), foi condenado à prisão perpétua, informou nesta terça-feira a promotoria dos Estados Unidos.

O juiz José Martínez Suárez determinou que Suárez, de 25 anos, deverá passar o restante da sua vida na prisão, tal como solicitou a promotoria, que tinha afirmado na segunda-feira que esse seria um castigo "totalmente justo e razoável" para seus delitos.

Suárez foi sentenciado à prisão perpétua pela acusação de tentar usar uma arma de destruição em massa, e, além disso, a 20 anos de prisão por tentar fornecer apoio a um grupo terrorista, detalhou a promotoria.

A promotoria apresentou durante o processo as gravações das conversas que o acusado teve com os oficiais encobertos do FBI, nas quais falavam do artefato explosivo.

Suárez, considerado culpado em janeiro deste ano por uma corte de Los Cayos, na Flórida, alegou durante o processo que nunca teve intenções reais de detonar uma bomba, que se sentiu com medo e intimidado pela polícia e seu interesse era apenas conhecer, por curiosidade, a forma como o EI opera.

Desde o início do processo, os advogados da defesa tentaram evitar as acusações de terrorismo ao argumentar que seu cliente tem problemas mentais.

Suárez foi detido em meados de 2015 pelo FBI após ser vigiado desde abril daquele ano, quando os agentes perceberam que ele fazia em sua conta de Facebook comentários de apoio ao EI.

De acordo com a promotoria, o cubano reuniu-se com um informante encoberto do FBI em múltiplas ocasiões com a  intenção de efetuar um ataque nos EUA em nome do EI após publicar uma série de mensagens violentas em favor do grupo terrorista no Facebook, sob o nome de "Almlak Benítez". / EFE

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