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REUTERS/Enrique De La Osa

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Delegação de 23 congressistas acompanhará Obama em viagem a Cuba

Entre os principais nomes da comissão está a líder da minoria democrata na Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e o senador republicano Jeff Flake, que defende o entendimento entre os países

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O Estado de S. Paulo

15 Março 2016 | 10h30

WASHINGTON - Uma delegação de 23 membros do Congresso dos EUA acompanhará o presidente Barack Obama durante sua visita a Cuba, entre os dias 20 e 22, informaram na noite de segunda-feira, 14, fontes do legislativo americano. Entre os principais nomes da comissão está o da líder democrata Nancy Pelosi e do senador republicano Jeff Flake.

Nancy, líder da minoria democrata na Câmara dos Deputados, encabeçou a primeira viagem oficial a Cuba de uma delegação de deputados, em fevereiro de 2015, e agora voltará à ilha com outros 16 colegas, segundo fontes do Partido Democrata.

Outros nomes já confirmados são os de Steve Cohen, Barbara Lee e Jim McGovern, legisladores que defendem a reaproximação dos dois países e acompanharam o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, na abertura da embaixada dos EUA em Havana, em 2015. Xavier Becerra, Sam Farr, Rosa DeLauro, David Cicilline e Eliot Engel, todos democratas, também estarão na delegação.

A simbólica viagem, depois da reaproximação diplomática entre os dois países iniciada em 2014, será acompanhada também por seis senadores: os democratas Amy Klobuchar, Dick Durbin, Heidi Heitkamp, Tom Udall e Patrick Leahy e o republicano Jeff Flake - os dois últimos responsáveis por uma reunião bipartidária no Capitólio para defender o começo da nova era de entendimento entre Washington e Havana.

A retomada de relações entre EUA e Cuba foi anunciada em 17 de dezembro, quando Obama e o presidente cubano, Raúl Castro, fizeram um pronunciamento conjunto depois de mais de meio século de inimizade. Este processo resultou na reabertura, em julho, da embaixadas em Washington e Havana.

A viagem de Obama a Cuba, a primeira de um presidente americano no cargo em 88 anos, busca ampliar os avanços alcançados até agora com a normalização bilateral e focar nas melhorias das pendências com relação aos direitos humanos na ilha.

Obama, que será acompanhado pela mulher Michelle, deve se reunir com Raúl e manter encontros com os "cuentapropistas", como são chamados na ilha os membros do pequeno setor privado do país, personalidades do mundo da cultura e membros da sociedade civil independente, incluindo os dissidentes.

A Casa Branca não prevê, porém, que o presidente se encontre com o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. / EFE

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