Robert S. Price/Courtesy U.S. Navy (via REUTERS)
Robert S. Price/Courtesy U.S. Navy (via REUTERS)

Democratas respondem às críticas contra Obama

Trump afirmou que ação na Síria foi necessária porque antecessor na presidência americana demonstrou fraqueza

O Estado de S.Paulo

08 Abril 2017 | 20h30

WASHINGTON - Ex-integrantes do governo de Barack Obama começaram neste sábado, 8, a reagir às críticas feitas pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à política adotada para a questão da guerra civil na Síria. O republicano atribuiu ao antecessor uma inação militar que teria dado ao líder sírio, Bashar Assad, uma sensação de impunidade em relação ao uso de armas químicas forçando a Casa Branca atual a bombardear uma base aérea de onde teria sido lançado um ataque com gás sarin na terça.

“Uma vez que a questão foi posta nas mãos do Congresso, ficou claro que eles não estavam, na época, dispostos a assumir qualquer responsabilidade”, afirmou Dennis Ross, um dos ex-conselheiros de Obama. Ross referiu-se aos republicanos que, já com maioria no Congresso em 2013, anunciaram que o presidente não teria apoio para bombardear as posições do governo sírio na ocasião do primeiro grande ataque confirmado com armas proibidas lançado por Assad.

“O problema não foi descrito (na época) como uma negligência do Congresso em relação a suas responsabilidades, mas como se o presidente (Obama) houvesse definido uma ‘linha vermelha’ e, quando chegou a hora de agir em relação a ela, não o fez”, afirmou Ross.

A consequência disso, acrescentou o ex-assessor, foi uma imagem de fraqueza colada ao líder democrata em relação aos crimes de guerra dos quais Assad era acusado. 

Pelo Twitter, o ex-assessor de Segurança Nacional Ben Rhodes, também defendeu Obama. 

“Os tempos mudam. Em 2013, o líder (republicano da Câmara) lembrou a Obama que uma justificativa (para ação militar) dependeria exclusivamente de uma autorização do Congresso”, afirmou. Em 2013, o próprio Trump afirmava que bombardear a Síria não traria nenhum benefício aos EUA, apenas “mais dívida e um conflito de longa duração”. / AP

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