Depois de atentado, Paquistão proíbe reuniões públicas

O governo do Paquistão proibiu reuniões de caráter político ou religioso em todo o país, depois de um atentado a bomba contra radicais sunitas que deixou 39 mortos e feriu mais de 100 pessoas. A polícia crê em um ataque de natureza religiosa, e tropas foram enviadas à cidade de Multan para manter a ordem. Cerca de 2.000 sunitas reuniram-se após a explosão, diante do hospital onde as vítimas eram tratadas, e gritaram "Xiitas são infiéis!", além de frases contra o governo. Há menos de uma semana, um atentado suicida matou 31 xiitas em uma mesquita na mesma cidade. O ministro do Interior, Aftab Khan Sharpao disse que a proibição das reuniões públicas - exceto para as preces da sexta-feira, dia sagrado do Islã - foi baixada para evitar novos atentados terroristas. Ele não citou um prazo para o final da medida.

Agencia Estado,

07 Outubro 2004 | 15h20

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