REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Deputados venezuelanos denunciam tortura contra opositores presos

Políticos opositores disseram que 37 agentes do serviço de inteligência, da polícia científica e do tribunal de controle de Caracas cometeram 'tortura física e psicológica' conta irmãos Alejandro e José Sánchez, dirigentes do partido Primero Justicia

O Estado de S.Paulo

16 Abril 2017 | 18h03

CARACAS - Deputados da oposição venezuelana acusaram neste domingo, 16, o governo do presidente Nicolás Maduro de torturar os irmãos Alejandro e José Sánchez, dois dirigentes do partido Primero Justicia (PJ), que haviam sido presos na manifestação antichavista de quinta-feira.

“Houve tortura física e psicológica”, disse o deputado Tomás Guanipa, do PJ. “Alejandro ficou pendurado por um braço por 48 horas e jogaram gasolina na sua roupa. Sua mãe passou por quimioterapia e disseram que ela poderia deixar de ter sorte a qualquer momento. Além disso, contaram detalhes do dia a dia de sua namorada.”

Segundo Guanipa, os dois irmãos foram ameaçados de morte caso não denunciassem deputados do PJ de “cometer atos falsos”. O partido acusou 37 funcionários públicos, entre eles policiais, de participarem de atos de tortura. 

“Há uma lista de 37 agentes do Sebin (serviço de inteligência), do CICPC (polícia científica) e do tribunal de controle de Caracas que são responsáveis”, afirmou o deputado Juan Miguel Matheus.

"Denunciamos seu desaparecimento forçado ao Ministério Público e denunciamos os tratamentos cruéis e desumanos ao Alto Comissariado das Nações Unidas", disse Matheus.

Segundo o governador de Miranda, Henrique Capriles, que perdeu as últimas eleições presidenciais para Maduro, 24 lojas foram saqueadas no Estado durante o fim de semana. 

Capriles assegurou que padarias, sapatarias, lojas de bebidas, uma fábrica e pequenos estabelecimentos foram saqueados por agentes do governo. Maduro diz que os saques são culpa de Capriles. 

As manifestações têm resultado em violentos confrontos com a força de segurança pública, deixando 5 mortos e 117 detidos, segundo o governo. Governo e oposição prometem “ocupar” as ruas de Caracas na quarta-feira em manifestações contra e a favor do chavismo. / AP e AFP

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