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Primavera Árabe

'Deserção de primeiro-ministro é indício que Assad perdeu o controle da Síria'

estadão.com.br

06 Agosto 2012 | 11h 30

Autoridades falam sobre renúncia de Riad Hijab e possibilidade de fim de guerra civil no país

WASHINGTON - Não demorou para começarem as reações sobre a deserção do primeiro-ministro sírio, Riad Hijab, para a Jordânia, nesta segunda-feira, 6. 

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Para o porta-voz de Segurança Nacional da Casa Branca, Tommy Vietor, a deserção de Hijab mostra que o presidente Bashar al Assad perdeu o controle do país. "As informações de hoje que vários membros do regime de Assad, incluindo o primeiro-ministro Hijab, desertaram são apenas um último indício que Assad perdeu o controle da Síria, fortalecendo a oposição e o povo", disse.

O porta-voz do Conselho de Segurança, Tommy Vietor, disse que as deserções estão atingindo os mais altos níveis do governo sírio e demonstrando que o povo sírio acredita que os dias de Assad estão contados.

Vietor disse que a forma mais rápida para acabar com o derramamento de sangue no país é Assad reconhecer que o povo não irá permitir que ele continue no poder. Ele também reforçou o apelo americano para Assad deixar o poder e permitir a transição política.

Deserções

Apesar de a Síria ter anunciado que o primeiro-ministro havia diso destituído do cargo, em nome de Riad Hijab, um porta-voz declarou na televisão Al Jazeera que o primeiro-ministro havia desertado do governo do presidente Bashar al-Assad para a Jordânia e unido-se à oposição. "Eu anuncio hoje minha deserção do regime terrorista e assassino e anuncio que me uno à revolução pela liberdade e dignidade. Anuncio que a partir de hoje sou um soldado nesta revolução abençoada", disse Hijab, por meio de declaração lida pelo porta-voz.

Outros dois ministros e três oficiais do exército também desertaram para a Jordânia, juntamente com o primeiro-ministro.

O conflito que assola a Síria há 17 meses transformou-se em guerra civil e já matou 19 mil pessoas, segundo o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Com agências de notícias

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