AP Photo/Ariana Cubillos
AP Photo/Ariana Cubillos

Desnutrição atrasa desenvolvimento infantil na Venezuela

De acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, direitos dos venezuelanos a alimentação e saúde não são respeitados

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2018 | 22h21

CARACAS- Em 2017, de cinco a seis crianças morreram por semana na Venezuela por falta de comida e ao menos 33% da população infantil apresentou atraso no crescimento. O estudo foi realizado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e apresentado pela emissora de TV NTN 24. A CIDH pediu a Caracas que “respeite e garanta” os direitos da população a alimentação e saúde e condenou a repressão violenta a protestos.

“O governo venezuelano deve redobrar os esforços para garantir níveis essenciais para proteger o povo da fome e dar acesso aos cuidados com a saúde”, diz o comunicado. A comissão também expressou preocupação com a recusa da Caracas em receber ajuda humanitária e com denúncias sobre a distribuição desigual de alimentos, favorecendo “os seguidores de Nicolás Maduro”.  

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Segundo o presidente da CIDH, Francisco Eguiguren, em média 4,5 milhões de venezuelanos estariam se alimentando uma vez ao dia ou a cada dois dias.

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