Bruno Fonseca/EFE
Bruno Fonseca/EFE

Dilma apoia transição na Líbia, mas diz que morte não deve ser 'comemorada'

Presidente diz que reconstrução deve ocorrer em clima de paz e comparou situação à de Angola

Daniel Gallas, BBC

20 Outubro 2011 | 14h27

LUANDA - A presidente Dilma Rousseff reagiu nesta quinta-feira às informações sobre a morte de Muamar Kadafi na Líbia dizendo que o mundo deve apoiar e incentivar o processo de transição democrática no país, mas ressaltando que uma morte não deve ser "comemorada".

 

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"A Líbia está passando por um processo de transformação democrática. Agora isso não significa que a gente comemore a morte de qualquer líder que seja", disse a presidente.

A declaração foi feita pela presidente à imprensa em Angola, durante seu giro pela África, após ser questionada sobre a captura e morte de Muamar Kadafi. Dilma havia sido informada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da captura do líder líbio e das imagens mostrando-o aparentemente morto.

"O fato de ela (a Líbia) estar em um processo democrático é algo que todo mundo deve - eu não acho que comemorar é a palavra - apoiar e incentivar. De fato o que nós queremos é que os países tenham essa capacidade de viver em paz e democracia."

Reconstrução

A presidente enfatizou a necessidade de reconstruir a Líbia e traçou paralelos entre a nação e Angola. Último país de seu giro de quatro dias pela África, Angola passou por uma guerra civil que durou décadas e só terminou em 2002. "O Brasil vem dizendo que a grande questão é justamente a reconstrução. O Brasil tem feito todos os esforços para que haja uma reconstrução dentro de um clima de paz", afirmou a presidente.

"Esse país que nós estamos (Angola) ficou 40 anos em guerra. O nível de efeito negativo de 40 anos de guerra não só pode ser medido pela quantidade de minas que estão enterradas, mas também na destruição de infraestrutura, perda de oportunidades, e sobretudo, perdas de vidas humanas", completou, antes de embarcar para Brasília.

Pouco antes, Patriota disse que o Brasil espera que a violência na Líbia cesse, ao comentar a notícia da captura de Khadafi. "O Brasil espera que a violência na Líbia cesse, que as operações militares se encerrem e que o povo líbio siga nas suas aspirações e anseios, no espírito de diálogo e de reconstrução", disse.  

 

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