Diplomata colombiano acusado de homicídio na Inglaterra

Um diplomata colombiano na Grã-Bretanha matou a punhaladas um ladrão que atacara seu filho, disseram promotores. Durante o processo do caso, o sargento Jairo Soto-Mendoza, secretário-adjunto militar na Embaixada colombiana em Londres, declarou-se inocente da acusação de homicídio pela morte de Damian Broom, de 23 anos, em 21 de maio de 2002. Em sua declaração inicial, o promotor Mark Dennis disse que Soto-Mendoza, de 45 aos, foi atrás do delinqüente imediatamente após ter sido informado que seu filho havia sido assaltado. Ele encontrou Broom em um supermercado, perseguiu-o, apunhalou-o no torso e abandonou o local. Broom chegou a ser socorrido, mas o ferimento atingiu seu fígado e ele morreu. O promotor disse ao tribunal que "o acusado, sem dúvida, cego de ira... feriu mortalmente (a vítima) em um ato de vingança". Acrescentou que a promotoria aceitou o fato de Broom, que tinha condenações prévias por infrações de trânsito e roubos menores, ter assaltado o jovem de 21 anos, filho do diplomata, com a ajuda de seu amigo Lee Broome, outro ladrão condenado. Broom e Broome, portando uma faca e o fundo quebrado de uma garrafa, roubaram os cartões de crédito do filho do diplomata do lado de fora de uma estação de trem. Muito abalado, o jovem, que sofreu contusões leves, avisou o pai diplomata. "Então, ao invés de chamar a polícia, o acusado decidiu caçar por si mesmo os atacantes de seu filho", afirmou Dennis.

Agencia Estado,

03 Julho 2003 | 18h13

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