AFP PHOTO | HANDOUT | US ARMY | Sgt. Ronald Sellinger
AFP PHOTO | HANDOUT | US ARMY | Sgt. Ronald Sellinger

Dirigível militar dos EUA voa sem controle sobre a Pensilvânia

Dois caças F-16 foram despachados pelo Comando de Defesa Aeroespacial para acompanhar o equipamento de alta tecnologia usado para monitorar mísseis que se soltou de base militar

O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2015 | 16h49

(ATUALIZADA ÀS 19H10) WASHINGTON - Um dirigível militar dos Estados Unidos com radares de última geração utilizados para detectar mísseis se soltou de suas amarras no Comando de Defesa Aeroespacial dos EUA (Norad, na sigla em inglês) em Aberdeen. Maryland, e flutuou sobre a Pensilvânia nesta quarta-feira, 28, informou o comando. 

Depois de cerca de três horas, ele perdeu força e se partiu em duas partes, que caíram em uma região rural no Condado de Montour, na Pensilvânia, distante aproximadamente 170 quilômetros de Aberdeen. 

Dois caças F-16 foram enviados para monitorar o equipamento de vigilância enquanto ele flutuava a cerca de 16 mil pés (4,8 quilômetros) de altura em direção ao norte.

Um cabo ligado ao dirigível se arrastou pelo percurso passando e danificando cabos de eletricidade, deixando quase 20 mil sem energia na região de Bloomsburg, na Pensilvânia.  Não estava claro como o dirigível se soltou da amarração na instalação do Exército dos EUA em Maryland. 

O porta-voz dos serviços de emergência de Bloomsburg, John Thomas, descreveu que o dirigível havia caído em uma região de difícil acesso. Segundo ele, não havia relatos de vítimas ou de grandes danos causados pelo incidente. 

O governador da Pensilvânia, Tom Wolf, divulgou um comunicado dizendo que estava tratando do caso com as autoridades federais.

Edward Snowden, o ex-prestador de serviço da Agência de Segurança Nacional que denunciou em 2013 um amplo esquema de vigilância do governo americano, comentou em sua conta no Twitter sobre o incidente com o dirigível.

"Lembram do dirigível gigante de vigilância de US$ 2,7 bilhões? Alo deu errado e ele está à solta", escreveu Snowden.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.