Sean Rayford/Getty Images/AFP
Sean Rayford/Getty Images/AFP

Documento reúne assinatura de 1.000 diplomatas dos EUA contra veto migratório de Trump

Protocolado no chamado 'canal de divergências', mecanismo que permite registrar as opiniões de insatisfeitos sobre certas políticas, documento deverá ser respondido pelo governo em até 2 meses

O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2017 | 08h58

WASHINGTON - Cerca de mil diplomatas americanos assinaram um documento apresentado na terça-feira, 31, ao Departamento de Estado para protestar contra o veto temporário imposto pelo presidente Donald Trump à entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana. "O Departamento de Estado pode confirmar que recebeu neste 31 de janeiro o documento que expressa a inconformidade" dos diplomatas, disse uma fonte da pasta, que pediu o anonimato.

A fonte não quis especificar o número de signatários "para poder respeitar o processo que permite" aos funcionários da agência "expressar suas preocupações" no chamado "canal de divergências" do Departamento de Estado, estabelecido para registrar as opiniões de insatisfeitos sobre certas políticas.

No entanto, segundo vários veículos de imprensa americanos, entre eles o jornal "The New York Times", o documento reuniu cerca de mil assinaturas de diplomatas americanos no mundo todo, um número muito superior ao registrado no "canal de divergências" nos últimos anos.

Esse canal é mantido desde a Guerra do Vietnã (1955-1975) para que os funcionários possam expressar inconformidade à cúpula da diplomacia americana sem temer represálias e os documentos arquivados devem receber uma resposta oficial em um prazo de 30 a 60 dias.

Apesar dessa longa tradição, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, criticou duramente na segunda-feira os signatários do documento, ao dizer que "deveriam se ajustar ao programa (de veto migratório temporário) ou sair" de seus postos no governo.

O próprio Trump demonstrou impaciência com a dissidência interna em relação a suas políticas, ao despedir na segunda-feira a secretária de Justiça interina, Sally Yates, que tinha ordenado a seus subordinados no Departamento de Justiça não defender o veto porque não tinha certeza se a medida era "legal". / EFE

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