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Dois jornalistas são presos e canal de TV é tirado do ar em ato na Venezuela

13 Fevereiro 2014 | 11h 01

Equipes de agência de notícias internacionais foram roubadas durante cobertura em Caracas

CARACAS - Ao menos dois jornalistas foram presos e um canal colombiano de notícias foi tirado por ar na televisão a cabo ontem durante os protestos contra o governo na Venezuela. Os  detidos são o fotógrafo Rafael Hernández, da revista Exceso e o blogueiro Ángel Matute. O canal de notícias colombiano NTN24, que vinha fazendo uma ampla cobertura dos protestos, teve o sinal cortado em duas provedoras de TV a cabo.

 

Em outro incidente com veículos de comunicação, uma equipe de jornalistas da agência France Presse teve a câmera de vídeo roubada. Segundo a agência, nela havia imagens da repressão policial aos manifestantes. Uma câmera de um fotógrafo da Associated Press também foi roubada por manifestantes chavistas.

"Vocês tinham de saber ao que estavam se expondo quando vieram aqui", disse um policial que não se identificou.

As provedoras Directv e Movistar TV cortaram o sinal do canal, que transmitia ao vivo os protestos pouco depois de o presidente do Conselho Nacional de Telecomunicações (Conatel) William Castillo ter criticado em sua conta no Twitter a imprensa internacional.

"Fazemos um pedido aos meios internacionais que respeitem o povo venezuelano. Promover a violência e o desconhecimento das autoridades é crime", escreveu.

Nunca pensei que anos depois, trabalhando fora do meu país, também teria de narrar uma queda de sinal", disse a jornalista venezuelana Idania Chirinos, que trabalhou na RCTV, cuja concessão não foi renovada pelo então presidente Hugo Chávez em 2007, e hoje é âncora do canal colombiano. "Não fizemos outra coisa que não informar. Não podem negar a realidade apenas cortando o sinal de um canal."

Prisões. Segundo Marco Ruiz, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Imprensa (SNTP, na sigla em espanhol), o fotógrafo da revista Exceso foi preso e levado para um quartel da polícia enquanto cobria a manifestação de quarta-feira.  Matute também foi detido e levado para auma sede regional da Guarda Bolivariana.

"Medidas como essa buscam aprofundar a autocensura, afeando a liberdade de expressão dos venezuelanos", disse o líder sindical.

No final da noite, manifestantes antichavistas atacaram a sede da TV estatal VTV. "Os bombeiros tiveram de apagar as chamas no local", informou a Agência Venezuelana de Notícias. / AP

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