REUTERS/Stephanie Keith
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É cedo para cantar vitória democrata

Para os democratas serem favoritos, a popularidade de Trump teria de cair ainda mais

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2017 | 03h00

O Partido Democrata celebrou as eleições regionais da última terça-feira nos Estados Unidos como prenúncio das legislativas de 2018. Levou os governos de Virgínia e New Jersey, todas as prefeituras importantes, além de tomar dos republicanos dezenas de distritos em votações locais. A esperança democrata é alimentada pelo baixíssimo índice de aprovação de Donald Trump, 37,7%. Não há registro de presidente tão impopular a esta altura do mandato.

Mas a celebração pode se revelar prematura. Na corrida pela Câmara, a vantagem republicana continua sólida. “O barco republicano foi construído para absorver muita água”, diz o estatístico Nate Silver. Na avaliação do Cook Report, a disputa já está decidida em 353 distritos – 179 são republicanos; 174, democratas. Nos demais, os republicanos levam vantagem em 48; os democratas, apenas em 18. Indefinidos mesmo, só 16.

O analista George Eliott Morris, da Universidade do Texas, elaborou um modelo estatístico com base em eleições anteriores, pesquisas e índices de popularidade. Ele projeta que, se as eleições fossem hoje, os democratas obteriam 54% dos votos e, mesmo assim, conquistariam apenas 209 das 435 cadeiras na Câmara, em virtude do sistema distrital. A probabilidade de vitória republicana seria de 53%. Mas já foi de 60%. Para os democratas serem favoritos, a popularidade de Trump teria de cair ainda mais.

Massacre de republicanos em Charlottesville

Nas eleições para o governo da Virgínia, os democratas receberam, na média, 13% mais votos que em 2013. Em Charlottesville, palco da violência neonazista em agosto, foram 31% a mais. O democrata Ralph Northam, governador eleito, venceu na cidade com 84% dos votos.

Anticoncepcional contra ratos em Nova York

A reeleição do prefeito Bill de Blasio, em Nova York, impulsionará seu ambicioso programa de US$ 32 milhões para desratizar a cidade, por meio de armadilhas, lixeiras mais seguras e extermínio até com gelo seco. É uma tarefa de Sísifo controlar a população de 2 milhões. Um casal da espécie endêmica, o rato norueguês, gera em média 15 mil descendentes num ano. O controle mais eficaz tem sido alimentá-los, em pontos estratégicos, com um anticoncepcional desenvolvido pela SenesTech, do Arizona. Testado no metrô, reduziu a população da praga em 43%.

O “califa” que fugiu no táxi amarelo

Diante do encolhimento do território sob seu comando, o autoproclamado “califa” do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, escapuliu do Iraque para a Síria num táxi amarelo, informou a Iraqi News. Insistiu em pegar o táxi para não chamar atenção e foi de Qaim, retomada por tropas do Exército iraquiano, para um refúgio em Deir es-Zor, diz a agência noticiosa.

Sean Parker, arrependido das redes sociais

Criador do Napster, financiador do Facebook e bilionário, Sean Parker se tornou uma espécie de arrependido das redes sociais. Hoje investidor em pesquisas contra o câncer, ele diz que o Facebook foi criado para consumir o máximo possível da atenção consciente do usuários, explorando uma “vulnerabilidade na psicologia humana”. “Os inventores entendiam isso conscientemente. E fizemos mesmo assim”, disse em evento do site Axios.

Dá para controlar ‘fake news’, diz cientista

O cientista da computação Hany Farid, da Faculdade Dartmouth, em New Hampshire, desenvolveu software usado por empresas como Google e Facebook para combater conteúdos nocivos, como pornografia infantil ou propaganda terrorista. “É possível usar exatamente a mesma tecnologia no combate às notícias falsas”, afirmou em entrevista à National Public Radio. Não dá, diz ele, para as gigantes digitais alegarem ser tecnicamente impossível combater “fake news”.

 

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