EFE/EPA/MOHAMED HOSSAM
EFE/EPA/MOHAMED HOSSAM

Egito condena ex-presidente Morsi a três anos de prisão por insultos ao judiciário

Além do político, outros 19 pessoas, incluindo líderes e membros da Irmandade Muçulmana, também foram condenados; eles também terão de pagar multas que vão de 30 mil libras egípcias (R$ 5,5 mil) a 2 milhões de libras (R$ 371 mil) 

O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2017 | 14h48

CAIRO - Uma corte criminal do Cairo sentenciou neste sábado, 30, o ex-presidente egípcio Mohamed Morsi e 19 outras pessoas, entre eles líderes e membros da Irmandade Muçulmana, a três anos de prisão por insultos ao judiciário.

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Morsi também foi multado em 2 milhões de libras egípcias (R$ 371 mil) enquanto que os outros julgados pela corte, incluindo o ativista egípcio Alaa Abdel Fattah e o legislador e apresentador de televisão Tawfik Okasha, receberam multas entre 30 mil (R$ 5,5 mil) e 1 milhão (R$ 185,9 mil) de libras. Ainda cabem recursos às sentenças.

Mursi, democraticamente eleito depois da Primavera Árabe de 2011 no Egito, foi derrubado em meados de 2013 pelo então general Abdel Fattah al-Sissi, agora presidente, após protestos em massa contra o seu governo.

Ele foi imediatamente detido e cumpre uma pena de 20 anos, após ter sido condenado por incitar a morte de manifestantes durante manifestações em 2012.  Ao lado do ex-guia supremo da Irmandade, Mohamed Badia, Morsi foi condenado a morte e a prisão perpétua em diferentes casos já julgados pela Justiça do país. / REUTERS e EFE

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