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EI divulga vídeo em que menino britânico de 4 anos explode carro com supostos espiões

- Atualizado: 12 Fevereiro 2016 | 12h 42

Issa Dare, que foi levado para a Síria pela própria mãe, aciona dispositivo que detona carro-bomba; ele já havia aparecido em outro vídeo de propaganda jihadista em janeiro

DAMASCO - O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) divulgou na quinta-feira, 11, um vídeo (veja abaixo) em que um menino britânico de aproximadamente 4 anos aparece detonando um carro-bomba no qual estavam três prisioneiros acusados de espionagem.

Nas imagens, a criança - apelidada pela imprensa da Grã-Bretanha de "junior jihadi" - aparece vestida com roupas militares e com uma bandana do EI antes de apertar o que seria um controle remoto que detonaria os explosivos no veículo. Depois da destruição, o menino também grita "Allahu akbar!" (Deus é Grande!, em árabe).

O menino britânico de 4 anos Issa Dare aparece em vídeo do EI com suposto controle remoto que detonou carro com espiões

O menino britânico de 4 anos Issa Dare aparece em vídeo do EI com suposto controle remoto que detonou carro com espiões

O garoto foi identificado por parentes como Issa Dare e já havia aparecido em outro vídeo de propaganda do EI divulgado em janeiro. Ele foi levado para a Síria pela própria mãe, Grace "Khadija" Dare, que se converteu ao islamismo e jurou lealdade do grupo terrorista.

O vídeo mostra ainda um jovem combatente do EI - aparentemente também de origem britânica - fazendo um discurso em inglês dirigido ao primeiro-ministro britânico, David Cameron. "Você nunca lutará contra nós a não ser escondido em fortalezas ou atrás de paredes", diz o jovem.

"Hoje mataremos os seus espiões da mesma forma que eles ajudaram você a matar nossos irmãos. Então, preparem seus Exércitos e juntem seus países porque nós estamos preparando nossos combatentes."

Antes da explosão, o EI mostra o que seria a suposta confissão das três vítimas, todas de nacionalidade síria, que reconhecem ter sido captados na Turquia pela coalizão internacional para passarem informações sobre o EI com o objetivo de atacar alvos dos radicais. / EFE

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