EI usou armas químicas contra forças iraquianas em Mossul, acusa Exército

De acordo com comunicado do centro de informação militar iraquiano, jihadistas dispararam 'mísseis que continham substâncias químicas venenosas', mas efeito limitado da arma não causou mortes

O Estado de S.Paulo

16 Abril 2017 | 21h38

BAGDÁ - O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) usou armas químicas contra as forças de segurança iraquianas no sábado durante a ofensiva no oeste da cidade de Mossul, embora não tenha provocado nenhuma vítima, afirmou neste domingo, 16, o Exército do Iraque.

Os combatentes do EI usaram "mísseis que continham substâncias químicas venenosas" durante o confronto travado na parte ocidental de Mossul contra as forças iraquianas, segundo o comunicado do centro de informação militar, com sede em Bagdá.

Além disso, as forças iraquianas indicaram que "os mísseis tinham um efeito limitado e causaram danos limitados", e apontaram que o ataque não deixou "nenhum morto" e "não afetou o avanço" das unidades militares que continuaram com a libertação das áreas ocupadas.

Segundo o texto, as forças iraquianas condenaram o uso das armas químicas dentro dos bairros residenciais e afirmaram que continuam com o ataque para debilitar os extremistas e expulsá-los do território iraquiano.

As unidades da Polícia Federal progrediram nesta madrugada cerca de 200 metros na complexa zona central de Mossul, e conseguiram rodeá-la com o objetivo de expulsar os combatentes, segundo o comandante Raid Shaker Yaudat.

As forças governamentais começaram sua ofensiva no oeste de Mossul em fevereiro, um mês depois de expulsar o EI da parte oriental da cidade. / EFE e REUTERS

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