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REUTERS/Edgard Garrido

"El Chapo" diz se sentir como um "zumbi" porque não o deixam dormir na prisão

Narcotraficante reclama que o acordam a cada duas horas de forma estridente para passar em revista

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O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2016 | 21h43

CIDADE DO MÉXICO - Um dos advogados de Joaquín "El Chapo" Guzmán disse nesta terça-feira que o narcotraficante sente que o estão "transformando em um zumbi" na prisão do Altiplano, na Estado do México, porque não o deixam dormir em razão da chamada de presença que é realizada a cada duas horas.

Juan Pablo Badillo, um dos defensores do narcotraficante, recapturado dia 8 de janeiro, explicou que Guzmán é despertado "com estridência" a cada duas horas, uma situação "insuportável pela qual ele se sente torturado".


"Acordam para passar em revista, mas por favor, estão me transformando em um zumbi, não me deixam dormir, o que quero mais do que qualquer coisa é que me deixem dormir", disse textualmente o narcotraficante ao advogado, que se reuniu nesta segunda-feira com Guzmán.

Badillo cobrou a "suspensão imediata da infame e brutal tortura física e mental", e advertiu que os advogados do traficante "não descansarão" até que o diretor-geral da penitenciária de alta segurança, Salvador Almonte Solís, seja preso.

O defensor também destacou que o líder do Cartel de Sinaloa insistiu, durante o encontro de 25 minuto, que quer ser julgado pelas leis mexicanas.

Ele denunciou que "El Chapo" somente pode ver um advogado por semana e por meia hora, e alegou que o direito constitucional do acusado de "nomear quantos advogados desejar e ter a comunicação direta necessária para tratar dos assuntos de sua defesa está sendo desrespeitado".

Em 24 de janeiro, um texto divulgado por outro advogado de Guzmán, José Luis González Meza, manifestou que "El Chapo" se encontra incomunicável e sofria de privação de sono, que agora teria se agravado, comentou Badillo.

Nesse texto também foi feita a alegação de que um cachorro que o vigiava, e latia muito, atrapalhava seu sono.

Badillo afirmou nesta terça-feira que o cão "já late menos". "Já se cansou o pobre animal, já sentiu que era infâmia demais", disse.

Guzmán está na penitenciária de Altiplano desde 8 de janeiro, quando foi recapturado na cidade de Los Mochis, no Estado de Sinaloa.

O narcotraficante fugiu em julho de 2015 da prisão de segurança máxima em que agora está encarcerado, através de um túnel de 1,5 quilômetro que partia do banheiro de sua cela.

Ele já havia fugido outra vez, em 2001, da prisão de Puente Grande, no Estado de Jalisco, escondido dentro de um carrinho de lavanderia. / EFE

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