Eleições são retomadas na Nigéria após ataques terroristas e problemas técnicos

Centenas de seções eleitorais na Nigéria reabriram neste domingo, após a eleição presidencial ser prorrogada em virtude de ataques terroristas e problemas técnicos. Segundo informou o porta-voz da Comissão Eleitoral Independente, Kayode Idowu, foi necessário estender a votação em 350 seções, o que corresponde a menos de 1% das 120 mil estações distribuídas em todo o país.

Estadão Conteúdo

29 Março 2015 | 10h25

O resultado, que deveria ser divulgado ainda neste domingo, deve ser conhecido 48 horas após o encerramento das votações, na terça-feira, afirmou Idowu.

Ontem, milhões de pessoas esperaram horas para votar para o cargo de presidente da Nigéria, o país mais populoso da África e a maior economia do continente. Algumas das novas urnas apresentaram problemas na identificação biométrica dos eleitores.

Lazarus Apir, um analista de dados do Grupo de Monitoramento da Transição, afirmou que a maioria das urnas com problemas estavam no sul do país, em especial na região do Delta do Níger. Entretanto, não está claro se a informação sobre a prorrogação do pleito foi amplamente divulgada nessas áreas.

Além dos problemas técnicos, uma nova onda de ataques do grupo terrorista Boko Haram atrapalharam o pleito. Ontem, extremistas desfilaram com armas em povoados do nordeste do país e forçaram os eleitores a abandonar as seções eleitorais.

Testemunhas e oficiais disseram que radicais islâmicos incendiaram casas e mataram ao menos 25 pessoas na cidade de Miringa durante a madrugada de sábado. Nas cidade de Biri e Dukku outras 14 pessoas morreram em ataques durante a tarde, incluindo um legislador do estado de Gombe, identificado como Umaru Ali.

Quase 60 milhões de pessoas têm direito de votar no país e pela primeira vez há a possibilidade de um oposicionista derrotar o governo. Catorze candidatos concorrem à presidência, entre os quais o atual líder do país, Goodluck Jonathan, e o ex-ditador Muhammadu Buhari.

Os nigerianos também irão eleger 360 deputados para a Assembleia da República, onde a oposição tem atualmente uma ligeira vantagem sobre o partido de Jonathan. Fonte: Dow Jones Newswires.

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