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Em Bruxelas, Kerry homenageia vítimas e fala em ‘destruir’ o EI

- Atualizado: 25 Março 2016 | 20h 00

Secretário de Estado dos EUA se reúne com autoridades e diz que dois americanos morreram nos atentados

BRUXELAS - O secretário de Estado americano, John Kerry, fez nesta sexta-feira, 25, uma visita de quatro horas a Bruxelas, durante a qual ressaltou a urgência no combate ao grupo Estado Islâmico (EI), que reivindicou a autoria dos atentados de terça-feira. Kerry confirmou que há americanos entre os 31 mortos e 316 feridos, prestou homenagem às vítimas, se disse “bruxelense” e se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. 

Enquanto as unidades especiais da polícia belga multiplicavam as operações em Bruxelas, Kerry se reunia com mais autoridades. O secretário de Estado encontrou-se com o rei da Bélgica, Philippe, e com o primeiro-ministro do país, Charles Michel, a quem destacou a necessidade de destruir o EI “o mais rapidamente possível”, antes que novos atentados, como os de Paris e Bruxelas, voltem ocorrer. 

Secretário de Estado dos EUA homenageia vítimas de atentados e afirma que é preciso destruir o Estado Islâmico

Secretário de Estado dos EUA homenageia vítimas de atentados e afirma que é preciso destruir o Estado Islâmico

“Vim a Bruxelas prestar minhas sinceras condolências. Os atentados ressaltam a necessidade de responder ao extremismo violento e colocar fim ao Daesh”, afirmou via Twitter, usando a sigla em árabe para designar o EI.

Em uma entrevista coletiva conjunta com Michel, Kerry aproveitou para fazer um gesto aos belgas, dizendo-se bruxelense. “Je suis Bruxellois. Ik ben Brussel”, disse em francês e holandês, as duas línguas oficiais da Bélgica.

Segundo Kerry, dois americanos morreram e mais de dez ficaram feridos nos atentados contra o aeroporto de Zaventem e a estação de metrô de Maelbeek. O número elevado de vítimas americanas é consequência de um dos suicidas ter deflagrado seu cinturão de explosivos junto ao balcão de check-in da companhia American Airlines. 

“Não seremos intimidados, não seremos desencorajados”, reiterou o secretário de Estado, lembrando também as vítimas de Paris, Ancara, na Turquia, Tunis, na Tunísia, e San Bernardino, nos EUA, além de outras cidades atingidas por atentados perpetrados em nome do EI. “Vamos voltar com mais determinação, mais força, e não vamos descansar até que tenhamos eliminado seus dogmas niilistas e sua covardia da face da Terra.”

Kerry também afirmou que o EI está enfraquecido, segundo ele, pela ação da coalizão internacional, que é liderada pelos EUA e composta por 66 países. 

“A verdadeira razão pela qual o Daesh está agindo fora do Oriente Médio é porque a fantasia de um califado está desmoronando diante dos seus olhos”, reiterou. “Seu território está diminuindo dia após dia, seus líderes estão sendo dizimados, seus recursos estão desaparecendo e seus combatentes estão fugindo.”

Na coletiva, Michel anunciou que a Bélgica vai retomar as missões de bombardeio com caças F-16 contra posições do grupo extremista na Síria e no Iraque.

Após os encontros, Kerry deixou Bruxelas em direção a Moscou, onde tratará do processo de paz na Síria com o chanceler russo, Sergei Lavrov. 

Explosões fecham aeroporto e metrô de Bruxelas
AFP PHOTO / JOHN THYS
Explosões fecham aeroporto e metrô de Bruxelas

Polícia belga estava em alerta para possíveis represálias por conta da prisão de um dos principais suspeitos de ter comandado os atentados em Paris em 2015. Leia mais

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