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Em comício, Rubio diz que Trump é ‘vigarista’

- Atualizado: 28 Fevereiro 2016 | 20h 34

Opção preferencial dos que rejeitam nome do magnata, senador lança últimos ataques

O senador Marco Rubio pediu ontem a republicanos da Virgínia que não escolham um ‘vigarista’ para representar o partido na eleição presidencial de novembro. Segundo ele, a eventual nomeação de Donald Trump é uma ameaça à legenda, ao movimento conservador dos EUA e significará a vitória do indicado pelo Partido Democrata, seja Hillary Clinton ou Bernie Sanders. 

O apelo desesperado veio dois dias antes de eleitores em 12 Estados irem às urnas para definir quem será o candidato republicano na disputa pela Casa Branca. Uma vitória folgada do bilionário reforçará a percepção de inevitabilidade de sua indicação, rejeitada pela liderança e a ala moderada do partido. Com a desistência do ex-governador da Flórida Jeb Bush, Rubio se tornou a opção preferencial dos que se opõem a Trump. 

Senador republicano Marco Rubio foi o terceiro político do partido a confirmar que disputaria a indicação para ser candidato à presidência em 2016

Senador republicano Marco Rubio foi o terceiro político do partido a confirmar que disputaria a indicação para ser candidato à presidência em 2016

“Chegou o momento de remover a máscara e revelar quem ele realmente é”, disse Rubio em Purcellville, na Virgínia, uma das quatro cidades do Estado em que realizou campanha ontem. “Donald Trump não é nada mais do que um vigarista de primeira linha”, declarou em discurso a milhares de pessoas reunidas em um ginásio. 

Rubio afirmou que o bilionário tem uma retórica contrária a imigrantes, mas suas empresas contratam trabalhadores estrangeiros que estão nos EUA de maneira ilegal. O senador disse ainda que Trump ataca a transferência de empregos dos EUA para outros países, mas produz gravatas com seu nome na China e no México. O talento empreendedor do bilionário também foi alvo de Rubio: “Esse cara conseguiu falir um cassino. Como você quebra um cassino?”, perguntou.

Mas, acima de tudo, o senador insistiu na tese de que Trump não conseguirá ganhar a eleição geral em um enfrentamento com democratas. “Não podemos ser o partido que nomeia alguém que se recusa a condenar supremacistas brancos. Isso não só é errado, como o torna inelegível.”

Steven Godofsky, de 23 anos, é um eleitor fiel do Partido Republicano, mas não dará seu voto ao bilionário, caso ele seja o escolhido. “Eu não votarei em Donald Trump. Eu voto em Hillary Clinton ou Bernie Sanders”, afirmou, depois de ouvir o discurso de Rubio na Virgínia. Em sua opinião, o senador filho de imigrantes cubanos é o único que pode unificar o partido e levá-lo à vitória em novembro.

O polêmico magnata e pré-candidato à Casa Branca Donald Trump

O polêmico magnata e pré-candidato à Casa Branca Donald Trump

“Trump é um charlatão, um megalomaníaco que não tem o estofo para ser o presidente dos EUA. Se ele for o nomeado do Partido Republicano, isso pode levar ao fim do movimento conservador. Ele não apenas é inelegível como não representa os republicanos em nenhuma de nossas visões”, disse Godofsky, que trabalha como engenheiro de rede de telecomunicações.

A dona de casa Erin Bryant, mãe de quatro filhos, também disse que não votará no bilionário na eleição de novembro caso ele venha a ser indicado pelo partido. “Ele seria um presidente terrível porque jogaria fora o Estado de Direito. Eu me preocuparia com nossa Constituição se Donald Trump se tornasse presidente.” Mas ela não acredita nesse cenário. “Muitas coisas ainda vão acontecer”, disse Bryant, que votará em Rubio nas primárias de amanhã.

Mas o bilionário que nunca ocupou nem se candidatou a um cargo público tem a seu favor a divisão de seus adversários. Juntos, Rubio e Cruz têm mais votos do que Trump, mas nenhum deles dá sinal de que pretende abandonar a corrida, já que disputam o segundo lugar. 

Na noite de ontem, o magnata ampliou sua rede de apoio com a adesão do senador republicano Jeff Sessions, um conservador histórico. A adesão foi anunciada pouco antes de um ato de campanha realizado por Trump em Huntsville, no Alabama. 

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