Al Drago/The New York Times
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Em grande vitória de Trump, Senado dos EUA aprova conservador para Suprema Corte

A confirmação do nome de Gorsuch encerra a mais longa vacância na Suprema Corte dos EUA desde 1862, durante a Guerra Civil Americana, com o tribunal com um juiz a menos por quase 14 meses

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 15h23

WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos, controlado pelos republicanos, deu a Donald Trump nesta sexta-feira, 7, seu maior triunfo no início de seu mandato na presidência do país, ao confirmar seu indicado para a Suprema Corte. Os governistas superaram a oposição democrata e restauraram a maioria conservadora na mais alta instância do Judiciário dos EUA com a aprovação do juiz Neil Gorsuch.

O Senado, que no ano passado se recusou a considerar o indicado do então presidente Barack Obama para a Corte, votou para aprovar a escolha do republicano Trump, um juiz da Corte de apelações do Colorado, para um cargo vitalício. O placar da votação foi de 54 a 45.

A confirmação do nome de Gorsuch encerra a mais longa vacância na Suprema Corte dos EUA desde 1862, durante a Guerra Civil Americana, com o tribunal com um juiz a menos por quase 14 meses, desde que o juiz conservador Antonin Scalia morreu em 13 de fevereiro de 2016.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, bloqueou durante o período recorde de 293 dias a candidatura de Merrick Garland, o escolhido de Obama, e agora conseguiu confirmar Gorsuch com uma manobra sem precedentes.

A confirmação fecha uma semana de intenso debate no Senado, onde a oposição democrata levou ao limite suas manobras de "filibuster" (fazer longos discursos) para adiar a chegada do juiz à Suprema Corte.

Na quinta-feira, em uma primeira votação, os democratas chegaram a bloquear a confirmação do juiz, já que, embora maioritários, os senadores favoráveis não obtiveram os 60 votos, tal como requeria o regulamento.

Os republicanos então submeteram à votação uma mudança nas normas do Senado, em uma manobra conhecida como "opção nuclear", para revogar a regra dos 60 votos necessários e derrubar a estratégia democrata. / Reuters e EFE

 

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