REUTERS/Brendan McDermid
REUTERS/Brendan McDermid

Em mensagem em memória às vítimas do Holocausto, Trump se compromete a acabar com antissemitismo

Em vídeo enviado ao Congresso, Trump qualifica o episódio como o ‘capítulo mais sombrio da história humana’ e prometeu que ‘nunca mais’ acontecerá algo similar

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2017 | 15h24

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu no domingo 23 a acabar com o antissemitismo em uma mensagem em memória às vítimas do Holocausto, depois que seu governo foi criticado por declarações sobre o genocídio.

Em um vídeo de quatro minutos enviado ao Congresso Judaico Mundial, reunido em Nova York, o presidente qualifica o Holocausto ocorrido durante a 2.ª Guerra como o "capítulo mais sombrio da história humana" e prometeu que "nunca mais" acontecerá algo similar.

"Seis milhões de judeus, dois terços dos judeus da Europa, foram assassinados pelo regime nazista. Foram assassinados por um mal que não pode ser descrito em palavras e o coração humano não pode suportar", disse.

"Devemos acabar com os preconceitos e o antissemitismo onde quer que se encontre. Nós temos que derrotar o terrorismo, e não devemos ignorar as ameaças de um regime que fala abertamente da destruição de Israel", completou. "Os EUA permanecem fortes ao lado do Estado de Israel", destacou o mandatário na mensagem.

A Casa Branca surpreendeu em janeiro ao divulgar um comunicado no Dia Internacional de Recordação do Holocausto, mas sem mencionar os seis milhões de judeus assassinados. Em fevereiro, Trump não se pronunciou por vários dias durante uma onda de ameaças antissemitas contra centros comunitários judeus, antes de condenar os atos como "horríveis" e "dolorosos".

Quando um repórter judeu ortodoxo o questionou durante uma entrevista coletiva sobre o aumento dos ataques antissemitas nos EUA após sua posse na presidência, o republicano reagiu de modo defensivo e pediu ao interlocutor que "sentasse".

No início deste mês, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, provocou indignação ao minimizar as atrocidades cometidas pelo líder nazista Adolf Hitler quando falava da situação na Síria.

Críticos e opositores políticos americanos afirmam que a chegada de Trump à Casa Branca encorajou a extrema direita e grupos de neonazistas. No entanto, um dos assessores mais próximos de Trump, seu genro Jared Kushner, é neto de um judeu ortodoxo sobrevivente do Holocausto. Sua filha Ivanka, assessora não remunerada da presidência, se converteu ao judaísmo em 2009. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.