Li Gang/Xinhua via AP
Li Gang/Xinhua via AP

Em meio à tensão na Ásia, China lança seu segundo porta-aviões

De acordo com o Ministério de Defesa, navio terá propulsão convencional e não nuclear, e transportará principalmente os Shenyang J-15, o avião de combate da força aeronaval chinesa

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2017 | 02h10
Atualizado 26 Abril 2017 | 10h39

XANGAI, CHINA - A China lançou nesta quarta-feira, 26, seu segundo porta-aviões no estaleiro de Dalian, no nordeste do país, segundo informou a agência de notícias oficial Xinhua, sem dar mais informações a respeito.

Este é o primeiro porta-aviões totalmente construído na China. Ele foi lançado em uma cerimônia realizada nesta manhã no estaleiro da empresa China Shipbuilding Industry.

O segundo porta-aviões de China chega depois do Liaoning, um navio construído na antiga União Soviética e comprado da Ucrânia, reformado e colocado a serviço da Marinha chinesa em 2012.

Ainda não se sabe quando o novo navio entrará em serviço e qual nome será. Mas de acordo com informações do jornal independente South China Morning Post, o porta-aviões tem 315 metros de comprimento, 75 metros de largura e uma velocidade de cruzeiro de 31 nós.

Além disso, ele terá propulsão convencional e não nuclear, e transportará principalmente os Shenyang J-15, o avião de combate da força aeronaval chinesa, segundo o Ministério da Defesa. A China precisou de cinco anos para desenvolver e construir o porta-aviões, que conta com equipamentos novos e mais avançados que o Liaoning.

Serão necessários cerca de dois anos até que o novo porta-aviões esteja completamente equipado para realizar seus primeiros testes no mar, disse a especialista em China do Instituto de Pesquisa Estratégica da Escola Militar francesa, Juliette Genevaz. 

Veja abaixo: EUA enviam porta-aviões e sua frota à península coreana

O presidente americano, Donald Trump, anunciou o envio do porta-aviões Carl Vinson à zona da península coreana, com o objetivo de pressionar Pyongyang. Apesar de a China também denunciar o programa nuclear de seu vizinho, Pequim pediu a Washington que tenha moderação no caso norte-coreano.

Há anos a China tenta modernizar suas Forças Armadas, especialmente a Marinha, como parte de suas aspirações no Mar do Sul da China, região cuja soberania é disputada por vários países. No início do ano, Pequim anunciou um incremento de 7% em seu orçamento militar, que passou a US$ 156 bilhões, mas ainda está muito distante dos US$ 628 bilhões do orçamento de Defesa americano. / AFP e EFE

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