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Em Quito, Maduro admite ‘situação difícil’ e pede ajuda a países da região

- Atualizado: 27 Janeiro 2016 | 20h 37

Presidente pede reuniões com líderes de ‘países irmãos’ para tratar da profunda crise econômica venezuelana

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez nesta quarta-feira um apelo público e direto por ajuda dos países da região para tentar solucionar a crise econômica que se agrava dia após dia em seu país. Ao chegar a Quito para participar da 4.ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o líder chavista afirmou que pretende realizar “uma série de reuniões com países irmãos da América Latina” para debater formas de auxílio.

Chefes de Estado e de governo posam para foto oficial da cúpula da Celac em Quito

Chefes de Estado e de governo posam para foto oficial da cúpula da Celac em Quito

“A Venezuela está em uma situação muito difícil”, afirmou o presidente. O país enfrenta problemas graves como hiperinflação, escassez de produtos essenciais e queda acentuada das receitas causada pela redução internacional dos preços do petróleo. “Venho propor um conjunto de possibilidades para, na América Latina, atender à emergência econômica da Venezuela.”

Além do tema venezuelano, os 33 países que compõem a Celac firmaram ontem o compromisso de apoiar um futuro acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As negociações entre Bogotá e a guerrilha estão avançadas e a assinatura é prevista para março.

“Hoje, estamos dando aqui um passo muito importante adicional para a busca da paz e o fim da guerra na Colômbia. Essa paz vai beneficiar todo o continente”, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

A missão de observação para o cumprimento do acordo de cessar-fogo entre Bogotá e as Farc foi aprovada na segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU. Santos saudou a decisão e disse que na resolução a Celac é tida como “fonte de pessoal” para verificar o desarmamento.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil elogiou a adoção da missão política especial por parte do Conselho de Segurança da ONU para monitorar o acordo de paz. “Ao reiterar o compromisso do Brasil com a preservação da paz e a manutenção da estabilidade regional, o governo brasileiro expressa seu apoio aos esforços da Colômbia para a conclusão e plena implementação do Acordo Final, que trarão efeitos positivos para toda a região, e reafirma sua disposição de contribuir para esse fim”, diz um trecho da nota divulgada pelo Itamaraty.

Santos disse que a partir de agora as Nações Unidas escolherão os participantes da missão e há “muitos candidatos”. O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou, por sua vez, que o acordo entre Bogotá e as Farc foi muito importante para a região. “Entregamos uma Celac com toda a capacidade de apoiar a verificação do acordo do cessar-fogo e de entrega de armas na Colômbia”, observou ele.

Ausências. Dos 33 chefes de Estado e de governo da Celac, só 14 compareceram à reunião. Os outros enviaram representantes. O encontro terminou esvaziado, sem consenso sobre pontos considerados importantes pelo Equador, como a Agenda 2020, com metas de redução da pobreza e de mudanças climáticas.

“Lamentavelmente, por falta de consenso e diferentes visões sobre a Celac – que, pessoalmente, não considero excludentes –, não pudemos estabelecer metas quantificáveis”, disse Correa, que reforçou as críticas à Organização dos Estados Americanos (OEA). “O mundo do futuro será de blocos. A Celac deve substituir a OEA, que nunca funcionou e é cada vez mais anacrônica”, afirmou.

A presidente Dilma Rousseff ficou menos de 24 horas em Quito e retornou ao Brasil antes da sessão plenária. A defesa da unidade do bloco para o combate à crise global foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. / COM EFE

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