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Em sabatina democrata, Hillary se defende das acusações de Sanders

Ex-secretária de Estado do governo Obama diz ser a mais capacitada para ocupar a presidência; senador questiona posicionamentos da pré-candidata sobre Guerra do Iraque

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O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 08h46

WASHINGTON - Faltando apenas uma semana para as primeiras votações das primárias democratas para definir o indicado do partido às eleições presidenciais dos Estados Unidos, o caucus de Iowa, a pré-candidata Hillary Clinton evitou atacar diretamente seu principal rival na segunda-feira, o senador socialista por Vermont, Bernie Sanders.

Durante um fórum organizado e televisionado pela emissora CNN, que consistiu em perguntas do público para os pré-candidatos democratas em Iowa, o apresentador e os presentes mencionaram Sanders em várias ocasiões em seus questionamentos à ex-secretária de Estado, mas Hillary evitou atacá-lo e se limitou a dizer que ela é "a mais preparada para ser presidente".

"Respeito muito o senador Sanders e acho que ele fez um bom trabalho nesta campanha, mas acredito que sou a mais preparada para ser presidente", disse Hillary quando lhe pediram que opinasse sobre o último vídeo de campanha do senador, que ela chamou de "fantástico".

As últimas pesquisas dão ligeira vantagem a Hillary para o caucus de Iowa, que ocorre no dia 1º de fevereiro e inicia o ciclo de primárias dos partidos. No entanto, os levantamentos indicam que Sanders está à frente na votação em New Hampshire, que ocorre em 9 de fevereiro.

A ex-primeira-dama também se defendeu das acusações feitas por Sanders no evento. O senador lembrou que Hillary votou a favor da Guerra do Iraque quando era senadora por Nova York, e, além de experiência, é necessário "bom julgamento" para ser líder dos EUA.

"Tenho um histórico muito mais longo que apenas um voto, que já disse ter sido um erro", respondeu Hillary. A pré-candidata garantiu que se o presidente Barack Obama a escolheu para ser secretária de Estado é porque ela tem bom julgamento.

"O mais importante em política externa que ocorreu durante os últimos anos foi a Guerra do Iraque. Eu votei contra. Hillary Clinton votou a favor", disse o senador.

A ex-secretária de Estado reivindicou o "progresso" conseguido durante o mandato de Obama e disse que o próximo presidente deve construir sobre essas bases. A pré-candidata também se mostrou convencida que é preciso eleger para a Casa Branca "alguém que seja comprovadamente um lutador".

"Estou muito orgulhosa que nós três (Sanders, o ex-governador de Maryland Martin O'Malley e ela mesma) fizemos uma campanha que abordou as questões que nos preocupam", disse Hillary, em contraposição ao que considerou uma campanha "de insultos" entre os republicanos.

O evento de segunda-feira foi a última ocasião na qual os três pré-candidatos democratas participaram de um mesmo ato antes do caucus em Iowa, uma votação considerada crucial nesta campanha, já que uma hipotética vitória de Sanders o colocaria definitivamente na luta pela indicação, enquanto uma derrota consolidaria o favoritismo de Hillary.

"Tenho a experiência e o julgamento para lidar com todas as questões que envolvem o cargo de presidente", rebateu Sanders, ao ser perguntado pela entrevista de Obama ao jornal Politico, na qual o chefe de Estado advertiu que, como presidente, "não se pode dar ao luxo de se concentrar em uma única coisa".

A crítica de Obama fazia referência à crescente desigualdade entre os mais ricos e o restante da população, algo que se transformou no principal tema da campanha de Sanders e que o senador também conseguiu posicionar entre os principais assuntos das primárias democratas.

Sanders se mostrou convencido que "os problemas" enfrentados hoje em dia "são tão graves que é necessário ir à frente do 'establishment' político, é preciso uma revolução política". "Depois que todos conseguimos recuperar Wall Street, é hora de Wall Street pagar os impostos que lhe cabem", alfinetou o pré-candidato.

O terceiro nome na disputa do Partido Democrata, o ex-governador de Maryland Martin O'Malley, a quem as enquetes não dão nenhuma chance, disse ser "o único dos três com um histórico que demonstra" que não divide as pessoas, mas as une. "E isso é o que nosso país precisa atualmente", concluiu. /EFE

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