Shizuo Kambayashi/AP
Shizuo Kambayashi/AP

Embaixador da Malásia abandona Coreia do Norte em meio a crise diplomática

Tensão entre Kuala Lumpur e Pyongyang é causada pelas investigações do assassinato de Kim Jong-nam

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2017 | 04h44

PYONGYANG - O embaixador da Malásia na Coreia do Norte, Mohamad Nizan Mohamad, abandonou nesta terça-feira, 21, Pyongyang com destino a seu país, após ser chamado a consultas por Kuala Lumpur. A crise diplomática ocorre em meio ao aumento da tensão entre os dois países por causa do assassinato do irmão de Kim Jong-un.

Como pode comprovar a reportagem da agência EFE, Mohamad tomou o único voo que partia nesta terça da capital norte-coreana, o JL 151 da Air Koryo, com destino a Pequim, onde vai fazer conexão.

A partida de Mohamad ocorre somente um dia depois de o Ministério de Assuntos Exteriores malaio anunciar a chamada a consultas do principal responsável da diplomacia em Pyongyang.

O governo da Malásia também convocou o embaixador norte-coreano no país, Kang Chol, para pedir explicações sobre suas declarações. Ele disse que não confiava plenamente nas investigações da polícia malaia no incidente ocorrido há uma semana no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.

As autoridades da Malásia rechaçam as declarações de Pyongyang, que deseja realizar uma investigação conjunta sobre a morte de Kim Jong-nam.

Nascido em 1971, Kim Jong-nam era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. 

Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa tentativa, supostamente, de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder, em 2011, e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / EFE

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