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Embargo dos EUA é ‘injusto’, afirma Dilma

Vera Rosa, Enviada Especial / Havana

27 Janeiro 2014 | 23h 37

Ao lado de Raúl, presidente condena cerco americano imposto a Cuba desde 1962 e exalta linha aérea estabelecida entre São Paulo e Havana

HAVANA - Ao lado do presidente de Cuba, Raúl Castro, a presidente Dilma Rousseff chamou de "injusto" o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à ilha socialista pelos Estados Unidos desde fevereiro de 1962.

O embargo foi convertido em lei pelo Congresso dos EUA em 1992 e em 1995. Em 1999, o então presidente Bill Clinton ampliou os efeitos do ato, proibindo filiais estrangeiras de companhias americanas de comercializar com Cuba cifras superiores a US$ 700 milhões de dólares anuais.

"O Brasil acredita e aposta no potencial econômico e social de Cuba. Mesmo submetido a um injusto embargo econômico, Cuba gera um dos três maiores volumes de comércio do Caribe ", afirmou a presidente, durante a inauguração do Porto de Mariel, que foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com os U$ 290 milhões anunciados na segunda-feira, 27, por Dilma para o porto, o Brasil já repassou ao país dos irmãos Castro U$ 972 milhões. A obra está sendo tocada pela Construtora Odebrecht.

Conexão. Dilma afirmou ainda que o ano passado foi muito especial para os dois países, pois de novo foi restabelecida uma ligação aérea entre o Brasil e Havana. "O estabelecimento do voo semanal da Cubana de Aviação entre São Paulo e Havana irá estimular o turismo e os negócios entre os nossos povos." A presidente brasileira disse também que entre os dois países há interesses comuns, identidade cultural, diálogo e cooperação.

Esta foi a segunda vez que Dilma condenou o embargo econômico a Cuba. Em visita anterior ao país, em 2012, a presidente disse que não é possível fazer da política de direitos humanos uma arma de combate ideológico contra alguns países.

"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro", disse a presidente durante sua primeira passagem pela ilha.

Como da última vez, a presidente brasileira não comentou a situação dos presos de consciência na ilha socialista, tampouco dos ativistas perseguidos em razão de suas críticas ao regime ou de estrangeiros presos acusados de espionagem. Nos últimos dias, ativistas como as Damas de Branco denunciaram um aumento na repressão e nas detenções de líderes dissidentes.

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