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Equador diz que negociações com Grã-Bretanha sobre Assange chegaram a um impasse

REUTERS

19 Junho 2014 | 16h 37

O Equador afirmou nesta quinta-feira que negociações com a Grã-Bretanha a respeito do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, estão num impasse, enquanto o australiano se aproxima do terceiro ano abrigado na embaixada equatoriana em Londres.

Assange, de 42 anos, fugiu para a embaixada equatoriana em junho de 2012 para evitar uma extradição para a Suécia, onde enfrenta acusações de agressão sexual e estupro, que ele nega.

Ele disse temer que a Suécia possa extraditá-lo para os Estados Unidos e que seja julgado por um dos maiores vazamentos de informações na história norte-americana, se concordar em ir.

O Equador, que garantiu a Assange asilo político, quer que Londres forneça a ele passagem segura a Quito. Mas a Grã-Bretanha cercou a embaixada no Equador com policiais 24h por dia e prontos para prendê-lo, se ele deixar o local.

O ministro do Exterior equatoriano, Ricardo Patino, foi a Londres há um ano para encontrar o ministro britânico e tentar um acordo. Ambos os países concordaram à época em criar um grupo de trabalho para tentar resolver o impasse. Mas Patino disse nesta quinta que os países não conseguiram um acordo.

"Parece haver um impasse do ponto de vista jurídico", disse Patino a jornalistas, falando numa conexão de vídeo do Equador. "Não conseguimos concordar sobre objetivos específicos para o grupo, então nem mesmo formamos o grupo."

Assange disse na mesma conferência de imprensa que seus advogados o aconselharam que ainda há um "risco sério" de que ele seja extraditado para os Estados Unidos se abrir mão do asilo político.

Reclamando que não vê seus filhos há quatro anos, disse que "alguns deles" foram forçados a se mudar e também seus nomes, após ameaças de indivíduos não especificados.

Os advogados de Assange lançarão procedimentos legais na Suécia na semana que vem para tentar derrubar o caso contra ele no país, disse.

(Por Andrew Osborn)